Ministros do STJ começam a proferir decisões por meio digital

Em: 10 de junho de 2009
Responsável pela equipe que planejou o funcionamento do sistema, o secretário de TI do STJ, Francisco Paulo Soares Lopes, fez o balanço dos primeiros resultados:“Foi supertranqüilo e o sistema se mostrou ágil, eficiente e produtivo”
Responsável pela equipe que planejou o funcionamento do sistema, o secretário de TI do STJ, Francisco Paulo Soares Lopes, fez o balanço dos primeiros resultados:“Foi supertranqüilo e o sistema se mostrou ágil, eficiente e produtivo"

Menos de duas horas após a primeira distribuição eletrônica de processos digitalizados, realizada no final da tarde de terça-feira, 9, pelo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ministro Cesar Asfor Rocha, ministros do STJ já haviam aderido ao meio digital, proferindo as primeiras seis decisões por meio eletrônico.
Entre as 18h28 e 19h29, os ministros Castro Meira, Herman Benjamin, Luis Felipe Salomão, Humberto Martins e Mauro Campbell (duas), em decisões monocráticas, substituíram o meio impresso pelo digital. Todas as decisões foram publicadas no DJE (Diário da Justiça Eletrônico) desta terça-feira, 9.
Responsável pela equipe que planejou o funcionamento do sistema, o secretário de TI (Tecnologia da Informação) do STJ, Francisco Paulo Soares Lopes, fez o balanço dos primeiros resultados: “Foi supertranqüilo e o sistema se mostrou ágil, eficiente e produtivo.” A expectativa que a adesão ao meio eletrônico se acelere com o domínio total das novas ferramentas.
O sistema desenvolvido pelos STI é simples. Depois de digitalizados, os processos são enviados por computador ao gabinete do ministro relator e, a partir daí, podem ser acompanhados pela internet, com a visualização de todas as peças processuais.
Os servidores controlam e visualizam eletronicamente a tramitação dos processos –do protocolo ao julgamento final –com apenas duas teclas: F10 (escaninho eletrônico individual) e F9 (visualizador de processo). A integridade dos dados, documentos e processos são atestados por identidade e certificação digital.
Tudo é feito eletronicamente, sem a necessidade de papel, pastas, grampos, carimbos e carrinhos para transportar pilhas de processos de um lugar para outro. Com isso, um recurso especial em papel que levaria de cinco a oito meses entre a saída da segunda instância e seu ingresso no STJ terá sua tramitação reduzida para sete dias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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