Entre maio e junho, o segmento de moda em lojas virtuais, comercializou mais de 7 milhões de peças, frente a 5,5 milhões de produtos culturais, como livros e DVDs, segundo pesquisa do Ibope e-commerce (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística). As 50 maiores lojas do e-commerce (responsáveis por cerca de 80% do faturamento nessa modalidade) tiveram no primeiro semestre deste ano, um faturamento de aproximadamente R$ 1,5 milhões, com quase 10 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 155 (por compra), aponta o instituto de pesquisa.
Seguindo moda e cultura, em terceiro lugar, aparece o setor de beleza e saúde, com a venda de 2 milhões de itens no bimestre. Em quarto, está o segmento de informática (1,5 milhão).
Crescimento do e-commerce
De acordo com relatório da empresa de informações de comércio eletrônico E-bit, a tendência é que as vendas online ainda cresçam no país O estudo mostra que cinco milhões de consumidores fizeram sua primeira compra online no primeiro semestre de 2014. No total, 25 milhões de consumidores fizeram compras pela web neste período.
Para quem quer apostar no comércio eletrônico de roupas, o consultor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas de São Paulo), Marcelo Sinelli, estima que uma loja virtual bem estruturada demanda um investimento de pelo menos R$ 20 mil. “Há de se considerar dois custos importantes: o de logística para entrega, entre o local de estoque e o cliente; e o custo de TI, com plataforma, ferramentas de segurança e de certificação digital.”
Maior confiança em lojas virtuais
Para a especialista em moda do Senac-RJ (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial do Rio de janeiro), Úrsula Carvalho, os consumidores estão cada vez mais confiantes na compra de produtos pela internet, mesmo sem poder experimentar. Entretanto, é necessário oferecer uma referência de tamanho para as roupas. “Adotar uma tabela precisa de medidas e sempre seguir as especificações adotadas traz maior segurança para quem compra”. A especialista também enfatiza a importância de estruturar um sistema de troca, com regras e prazos claramente definidos.
Aos que tiverem condições de investir, os consultores recomendam apostar em interfaces de navegação, oferecendo acesso à loja virtual por meio de versões que funcionem bem em celulares.






