Modelos inteligentes são a novidade

Em: 13 de março de 2014
Gestão de talentos e de riscos são fatores críticos de sucesso na função de finanças
Gestão de talentos e de riscos são fatores críticos de sucesso na função de finanças

As áreas financeiras no mundo inteiro passaram grande parte da última década lidando com mudanças nos padrões dos relatórios financeiros, adaptações a uma boa governança corporativa e iniciativas de corte de custos. Agora, a maior parte das empresas está preparada para fazer os investimentos necessários e adotar modelos financeiros inteligentes, é o que aponta a pesquisa global “Sendo o Melhor: por dentro da função financeira inteligente” (Being the Best: inside the intelligent finance function, em inglês), feita pela KPMG Internacional com mais de 440 diretores financeiros em 15 países, entre eles, o Brasil.
Segundo o levantamento, 44% dos respondentes indicam a gestão de talentos como o fator mais importante e difícil de obter melhorias dentro da função de finanças e, por isso, esperam ver mudanças significativas nos processos que envolvem retenção de pessoas e melhoria no conhecimento técnico de seus colaboradores. No Brasil, este percentual sobe para 52%. Além disso, observando os dados de todos os países participantes, a gestão de riscos ficou como o segundo fator mais importante e difícil de obter melhorias na função de finanças.
“A função financeira do futuro, e sem dúvida a atual, deve ir além da escrituração contábil e da elaboração de relatórios financeiros habituais para tornar-se uma fornecedora de inteligência real, na qual as unidades de negócio possam se basear ao tomar decisões estratégicas,” afirma Sérgio Bento, sócio da KPMG no Brasil. “As áreas financeiras inteligentes capacitam suas equipes para que elas ajudem as áreas de negócios a tomar decisões melhores e mais rápidas com base nas informações certas entregues no momento certo”.
O executivo enfatiza que as áreas financeiras mais inovadoras vêm incorporando esses novos conceitos fortalecendo o alinhamento da estratégia de negócios, do planejamento e do controle, da gestão de reporting e das competências analíticas.
Além disso, o estudo apontou que essas empresas também empregam as mais atuais ferramentas de inteligência de negócios e técnicas inovadoras de big data e data analytics, bem como investem em recursos para transformar os dados obtidos em relatórios visionários que permitam que decisões práticas sejam tomadas em todas as áreas da empresa.
Em comparação ao número de respondentes em 2011, 25% a mais de participantes da pesquisa deste ano alegam que suas empresas estão “muito dispostas” a investir em melhorias na área financeira. Mais de dois terços dizem que suas empresas estão “muito” ou “um tanto quanto” dispostas a investir no aumento da eficácia e da eficiência de suas áreas financeiras.

Tecnologia da informação
O relatório mostra ainda que alguns dos maiores ganhos de melhoria na área financeira resultam da utilização de novas tecnologias da informação para capturar oportunidades de mercado em ascensão como, por exemplo, por meio de soluções mais integradas e passíveis de utilização em ambientes em nuvem em conjunto, como sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) e Gestão do Desempenho Empresarial (Enterprise Performance Management – EPM) com tecnologias móveis fáceis de acessar.
As empresas de alto desempenho também empregam sofisticadas ferramentas e técnicas analíticas de negócio para melhorar de forma contínua suas previsões financeiras, prever e gerenciar riscos, revelar novas oportunidades de mercado e melhorar os resultados financeiros. Quatro em cada dez das empresas de alto desempenho planejam investir mais em ferramentas de suporte a decisões, e 33% planejam investir em competências, habilidades e métodos de suporte a decisões.
“Programas do tipo business cockpits em toda empresa oferecem uma visão em tempo real de todos os principais fatores que aumentam o valor dos negócios e que podem ser compartilhados em toda a área financeira e em todas as unidades de negócio”, diz Bento. “As empresas obtêm um melhor alinhamento entre as unidades de negócio, um melhor entendimento das atividades nos mercados nos quais atuam e uma melhor sincronização das decisões para apoiar os próprios objetivos estratégicos”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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