A taxa de câmbio brasileira retrocedeu boa parte da alta acumulada nos últimos dias, intervalo em que analistas viram a ação de agentes de mercado antecipando a habitual disputa entre comprados (que apostam alta das cotações) e vendidos (que ganham com baixa) no final de mês.
A cotação da moeda americana cedeu desde o início das operações, oscilando entre a máxima de R$ 1,815 e a mínima de R$ 1,799, na qual encerrou o expediente. O valor representa um recuo de 1,69% sobre a taxa final de sexta-feira.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,910, em um recuo de 1,54%.
Trimestre
incerto
O trimestre parece terminar um pouco menos incerto que do que começou: o acordo da comunidade europeia para ajudar a Grécia trouxe um pouco de tranquilidade aos mercados, embora não tenha encerrado todas as incertezas sobre a estabilidade financeira da zona do euro. E hoje, nos Estados Unidos, alguns indicadores econômicos (renda e consumo) fundamentais vieram em linha com as expectativas, contribuindo para a recuperação das Bolsas de Valores.
O Banco Central promoveu seu leilão diário de compra às 15h49 (hora de Brasília), aceitando ofertas por R$ 1,8034 (taxa de câmbio).
O boletim Focus, elaborado pela autoridade monetária, mostrou que os economistas do setor financeiro voltaram a elevar suas projeções de inflação para este ano: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), projetado passou de 5,10% para 5,16%. A projeção para o dólar manteve-se em R$ 1,80. Em 2011, a estimativa é que encerre o ano em R$ 1,85.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas voltaram a subir.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista passou de 9,86% ao ano para 9,89%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada subiu de 10,38% para 10,40%. O contrato de janeiro de 2012, indicou taxa menor: o juro projetado retraiu de 11,73% para 11,71%.
Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes







