O euro registrou novo recorde de valorização frente ao dólar na quarta-feira, ultrapassando a marca de US$ 1,47 pela primeira vez.
A libra também registrou valorização frente a moeda norte-americana, chegando a US$ 2,10.
Um dia antes de o BCE (Banco Central Europeu) e o Banco da Inglaterra (banco central britânico) anunciarem suas taxas de juros, o dólar perdeu mais valor diante do euro e da libra, em meio a especulações de que a China pode passar a fazer menos reservas de dólares. O euro atingiu o recorde de US$ 1,4730, antes de encerrar o dia cotado a US$ 1,4682.
A moeda européia manteve a tendência de alta mes-mo depois de o governo americano ter anunciado que a produtividade entre julho e setembro teve um crescimento de 4,9%, contra uma alta de 2,2% no 2° trimestre.
Na semana passada a moeda européia chegou a registrar ligeiro recuo diante do dólar (chegando a US$ 1,4470) depois que da divulgação de um dado positivo da economia americana -o ISM (Instituto de Gestão de Oferta, na sigla em inglês), que ficou em 55,8 pontos no mês passado, contra 54,8 pontos em setembro.
O dado foi visto como sinal de que a economia americana ainda mantém ritmo sustentável de crescimento no setor manufatureiro -indicadores acima de 50 pontos mostram expansão; abaixo desse patamar, o índice mostra queda.
A libra, por sua vez, chegou a ser cotada a US$ 2,1071, antes de recuar para US$ 2,1054. A moeda britânica encontra-se em seu nível mais alto em relação ao dólar desde maio de 1981, disse o analista da CMC Markets em Londres James Hughes à agência de notícias AP (Associated Press).
Fontes ouvidas pela AP disseram que a China, que hoje tem reservas de cerca de US$ 1,43 trilhão, pode vir a diversificar essas reservas, através do acúmulo de euros e outras moedas fortes.
A expectativa de investidores e analistas é de que o BCE mantenha sua taxa de juros em 4%, e de que o Banco da Inglaterra também mantenha sua taxa de juros, em 5,75%.






