Considerado como uma das criptomoedas de maior potencial no mercado de investimento virtual, o Bitcoin amarga sua maior queda dentro do segmento, com uma desvalorização de quase metade do seu último custo, que foi de U$ 20 mil em dezembro do ano passado. Atualmente, a moeda está sendo vendida abaixo dos U$ 10 mil. No Brasil, a queda é de 14%, valor que representa cerca de R$ 36 mil.
Em um período em que as inovações tecnológicas caminham a passos largos, as criptomoedas têm surgido como nova fonte de rentabilidade para quem atua no mercado financeiro. Em Manaus, muitas pessoas têm aderido a essa nova forma de investir e ficam atentos para a rentabilidade das moedas.
Esse é o caso do técnico de transação imobiliária, Marcos Paulo Oliveira. Sempre em busca de novos investimentos e recursos para conseguir aumentar sua renda, ele visualizou nas criptomoedas uma grande chance de gerar novas receitas. Oliveira explica que apesar do sobe e desce dos valores, o retorno financeiro tem surgido de forma significativa, e afirma que pretende continuar apostando na valorização da moeda.
“A convite de um amigo que há muito tempo vinha investindo no segmento, eu passei a investir recursos no Bitcoin. Ele explicou todos os embates e como funcionava. Passei a investir no inicio R$ 5 mil na mineradora, onde os processos das transações ficam armazenadas, e obtive boas rentabilidade. Na época apliquei quando a moeda estava com uma valorização de mercado na base de R$ 12 mil. Hoje o valor está em R$ 11 mil então estou na meta. Aqui em Manaus o mercado é influenciado pelas oscilações, mas sempre de forma lenta. Tive bons retornos e pretendo aguardar a movimentação para ver a melhora”, disse.
Segundo especialistas, apesar da baixa dentro do mercado virtual, o Bitcoin ainda tem uma posição extremamente alta no setor, e como toda tecnologia ainda está no começo de sua empregabilidade, o que leva a necessidade de ajustes de melhoria. Mas, alguns movimentos contra a adesão do novo sistema, tem gerado desconfiança e desvalorização da moeda digital.
“Como toda moeda, o Bitcoin está sujeito a desvalorização. Nos últimos anos ela se valorizou bastante com o crescimento digital e a segurança que possui. Mas, ultimamente tem sofrido uma grande queda, a maior desde o inicio de 2016. Por diversos fatores, como o posicionamento de alguns governos contra o seu uso entre outros. Então ela possui flutuações como os investimentos de renda variáveis, como as ações de bolsas e outros”, explicou o analista de investimento, Eduardo Souza.
No Brasil, o exemplo mais recente de intervenção estatal contra criptomoedas, foi o posicionamento da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que informou a gestores de fundos de investimento que as criptomoedas não podem ser qualificadas como ativos financeiros. Na Ásia, o ministro da economia da Coreia do Sul, Kin Don-Yeon classificou as criptomoedas como um modelo irracional de investimentos. O banco central da China chegou a solicitar das autoridades a proibição da negociação da moeda por indivíduos e empresas.
Para o técnico em TI, Michel Souza, as constantes especulações negativas em cima do Bitcoin e o surgimento de muitas empresas de má fé se aproveitando do bom momento da alavanca financeira da criptomoeda, são um dos pontos de baixa no mercado.
“As altas quedas acontecem também devido a especulações. Muita gente usa as criptomoedas para usar em golpes de pirâmide. Pessoas se aproveitaram para dar má fama ao sistema e fazer dinheiro para si mesmo criando uma imagem negativa. Muitas pessoas associaram a moeda a falcatrua e algo negativo. Características que não estão alinhadas com a ideologia que moeda se propõe”, explica.
Souza acredita que a tecnologia das moedas digitais vai trazer uma nova era em termos de mercado financeiro digital. “O advento das moedas digitais são tão importantes para a civilização ocidental em termo de tecnologia como a internet foi. Acredito ser uma nova era. Uma aplicação muito além do que dinheiro digital”, disse.
Para o analista de investimentos, Eduardo Souza, estudar as flutuações do mercado e verificar alternativas são formas seguras de não sair perdendo na queda de moedas digitais. “Nesse período de baixa é uma boa alternativa adquirir criptomoedas com preços mais baixos e quem sabe vender com um preço alto no futuro que possivelmente será valorizado, mas isso cabe a um estudo para sua rentabilidade”, disse. Eduardo conta que com a desvalorização do Bitcoin, outras moedas do mercado foram valorizadas e muitos usuários passaram a migrar para o outro sistema de uso, como a criptomoeda Ethereum. Contudo, ele explica que o Bitcoin ainda está no páreo. “Independente de qualquer coisa, hoje o Bitcoin tem um valor de mercado extremamente alto mesmo com a volatilidade de preços e as oscilações do mercado”, ressalta.
Como funcionam as criptomoeda
Segundo o economista, as moedas digitais são uma inserção de uma nova forma de se transacionar bens, seja na venda e de compra, ou aquisição de serviços dentro da plataforma virtual por meio de carteiras digitais. Um sistema descentralizado que não depende de nenhum banco ou alguma entidade financeira, e são utilizadas como veículo monetário de reserva de valor de troca entre pessoas e estabelecimento.
Apesar da queda em sua valorização no mercado virtual, o Bitcoin é a mais conhecida e a com maior valor de mercado. Como concorrentes estão a Ethereum, Bitcoin Cash, Ripple, IOTA, Litecoin, NEM, e a Cardano, todas em fase de expansão e melhoria.
“Existe um mercado onde cada moeda possui seu valor de acordo com as variações. O cliente entra no sistema e faz uma análise daquela que tem a maior possibilidade de gerar lucros e mais demanda. É igual a uma compra online onde você coloca seus dados bancários e escolhe o quanto você está disposto a pagar, a ter determinada quantidade de moeda digitais. Você passa a deter o número de moedas e comercializa a partir do momento que você acha conveniente, igual a ações. Pode vender ou fazer o que você quiser. Muitas pessoas tratam as moedas digitais como um investimento, mas na verdade não é. É só uma forma de transação”, explicou






