Acompanhando o franco crescimento do segmento de duas rodas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) a Moto Honda da Amazônia, mesmo não revelando cifras, tem projetos de crescimento para este ano, tanto na estrutura industrial como na ampliação da fábrica. Em 2008, a meta é atingir 1,65 milhão de motos contra 1,35 em 2007. Para 2009, os números de produção prometem ser mais altos. Isso se as medidas do governo federal –reforma tributária e ZPEs– não afetarem a competitividade da empresa, a grande preocupação do momento.
Ambos os projetos estão tramitando no Congresso. Enquanto isso, a empresa aproveita para lançar novos produtos. Uma das novidades desde ano foi o lançamento em São Paulo, na semana passada, do quadriciclo de 420 cilindradas produzido no PIM, o primeiro fabricado no Brasil com injeção eletrônica. No dia 19 de março a empresa lançou um novo modelo de motocicleta. Trata-se da atlética Hornet de 600 cilindradas. A promete muito mais para este ano.
O gerente institucional da Honda da Amazônia, Mario Okubo, disse que a empresa está aproveitando o bom momento vivido pelo setor de duas rodas, estimulado por conta de maior crédito para financiamentos. “Hoje se pode adquirir uma motocicleta com prestações de R$ 100 mensais”, contou.
A alta do setor atraiu mais montadoras ao pólo de Manaus, que está com novos projetos de implantação de indústrias para o setor neste ano. A concorrência na opinião de Okubo é saudável desde que sejam oferecidas as mesmas condições de produção.
Mario Okubo defende um maior índice de nacionalização por parte do setor no pólo de Manaus. Ele acredita que a discussão em torno de um novo PPB (Processo Produtivo Básico) puxada pela Abraciclo (Associação Brasileira de Fabricantes de Motocicletas) vai trazer resultados positivos nessa questão.
Ao avaliar o pólo de Manaus, Mario Okubo, que assumiu a gerência institucional da Honda em dezembro de 2007, disse que continua atrativo tanto é que as fabricantes de motos estão em Manaus.
Reforma e ZPEs preocupam a indústria
No entanto, a reforma tributário e a Medida Provisória nº 418, que regulamenta as ZPEs (Zonas de Processamento de Exportação) são motivos de preocupação. A criação do IVA-F (Imposto sobre Valor Agregado Federal), que vai unificar os tributos e contribuições e o recolhimento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado consumidor (destino) e não mais no produtor (origem), como acontece hoje, geram dúvidas. “Não se sabe de que forma essa situação vai ser costurada”, comentou o gerente.
Quanto às ZPEs, Okubo foi enfático: não é uma boa para o Amazonas, porque as exportadoras poderão vender até 20% de sua produção no mercado nacional, sem obedecer controles de exportação. “As ZPEs vão concorrer diretamente com a ZFM (Zona Franca de Manaus)”, assegurou.
Diante de um mercado competitivo, Mario Okubo disse que a Honda, desde 1976 no pólo de Manaus, atua com o diferencial de estudar o mercado para saber o tipo de produto que o público quer. Outra preocupação da multinacional japonesa é evitar a poluição do PIM.
Produtos são feitos com responsabilidade
Segundo o gerente institucional da empresa, independente da exigência da Lei de Baixa Emissão de Gases, que entra em vigor a partir de 2009, a Honda já fabrica seus produtos com qualidade e responsabilidade. “Isso tem que trabalhado, não acontece por acaso”, assegurou.
Ao falar sobre os novos produtos lançados em março pela Moto Honda da Amazônia, o relações públicas da Honda nacional, Sérgio Bruno, disse que tanto o quadriciclo de 420 cilindradas quanto a moto Hornet de 600 cilindradas são voltados para o público A e B e irão atender o mercado nacional. Para este ano, a meta da fabricante é colocar no mercado 2,100 quadriciclos. A empresa já vinha fabricando quadriciclo de 350 cilindradas, chegando a vender entre 600 e 700 em 2007. “São produtos utilizados mais em fazendas. Os pais usam na plantação e os filhos co







