As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas encerraram o primeiro trimestre com resultados positivos. Faturamento, pessoal ocupado, rendimento dos empregados e folha de salários registraram alta na comparação com o mesmo período de 2012, reafirmando o bom desempenho dos negócios de pequeno porte apesar das incertezas na economia do País.
Segundo a pesquisa Indicadores Sebrae-SP, o faturamento real (já descontada a inflação) das MPEs aumentou 3,6% na comparação com os três primeiros meses de 2012. Em março, a alta foi de 3,1% ante o mesmo mês do ano passado. Foi o melhor resultado para março desde 2001. A receita total apurada no mês foi de R$ 45,5 bilhões, R$ 2,5 bilhões a mais do que em fevereiro e R$ 1,3 bilhão acima do obtido em março de 2012.
“O crescimento do faturamento das MPEs do Estado de São Paulo teve influência da boa evolução do consumo no mercado interno que, por sua vez, foi impulsionado pelo avanço da ocupação e da renda na economia”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.
O setor de serviços teve o melhor resultado no acumulado de janeiro a março, ante o primeiro trimestre de 2012, com alta de 6,1%, seguido pelo comércio, com +2,2% e indústria, com +1,8%.
Na comparação por regiões, o município de São Paulo apresentou crescimento de 13,1% no faturamento do trimestre. A região metropolitana aparece em seguida, com elevação de 7% no indicador. ABC e interior mostraram evolução de +4,8% e +0,2%, respectivamente, na mesma análise. “Os resultados mostram que as MPEs de todas as regiões do Estado estão em um bom momento e refletem no desempenho da economia paulista de uma forma geral, com geração de emprego e renda”, destaca Ivan Hussni, diretor técnico do Sebrae-SP.
Para os trabalhadores, o balanço do primeiro trimestre também reservou boas notícias. O rendimento real –que inclui salários e outras remunerações –do funcionário da MPE paulista subiu 11% em relação a igual período de 2012. O valor da folha de salários paga pelas MPEs se elevou em 9,2%, com destaque para o comércio, cuja alta ficou em 12,5%. Serviços e indústria apresentaram avanço de 9,2% e 1,9%, respectivamente.
Expectativas
A pesquisa mostra que a maioria dos donos de MPEs acredita em estabilidade no faturamento nos próximos seis meses. Essa é a opinião de 54% dos entrevistados. Há um ano, os que tinham essa opinião somavam 50%. A expectativa se repete no que se refere à economia do país. “Para os próximos seis meses, 56% dos empresários consultados falam em manutenção no nível de atividade econômica, ante 55% há um ano”, explica o consultor do Sebrae-SP, Pedro Gonçalves.
Segundo ele, a continuidade da evolução favorável da ocupação e da renda é fator fundamental para manter o mercado interno aquecido, favorecendo as vendas das MPEs. Porém, Gonçalves faz um alerta. “O cenário de crescimento moderado da economia apresenta riscos que não podem ser desconsiderados.
Pontualidade de pagamentos
A pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas atingiu 95,6% em abril/13. Isto significa que durante o mês passado, a cada 1.000 pagamentos realizados, 956 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias. Foi a terceira alta mensal consecutiva do indicador após ter recuado de 95,9% (dez/12) para 94,7% (jan/13). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas também cresceu, já que em abril/12 havia sido de 95,3%. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada gradual do crescimento econômico doméstico e o recuo da inadimplência dos consumidores têm contribuído para melhorar os níveis de pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas. As micro e pequenas empresas do setor comercial apresentaram o maior nível de pontualidade de pagamentos em abril/2013: 96,1%. As micro e pequenas empresas de serviços registraram pontualidade de 94,9% e, por fim, a pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas industriais atingiu 95,0% em abril/13.






