30 de janeiro foi o dia mundial da não violência e a “luta” de milhares de pessoas pela conquista da paz tem sido constante. Este é o caso das mulheres afegãs, que batalham para mudar a relação de gênero patriarcal repressiva, que condena e silencia a voz feminina no Afeganistão.
A professora de Estudos de Desenvolvimento na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres, Elaheh Rostami-Povey, lançou no Brasil pela Editora Nossa Cultura o audiolivro Mulheres Afegãs.
Nos anos de opressão do Talibã, durante a invasão das forças americanas e a constante insurgência, as mulheres no Afeganistão sempre estiveram num papel simbólico. A obra conta como as mulheres têm enfrentado a repressão e desafiado a imagem estereotipada criada em torno delas, seja no Afeganistão ou em outros países aos quais têm migrado, como Irã, Paquistão, Estados Unidos e Inglaterra.
Abordando temas como a violência gerada pelo regime Talibã, e o impacto do ataque de 11 de setembro, até o papel das ONGs nas questões femininas e o crescimento do mercado de ópio na economia daquele país, Rostami-Povey vai a fundo nesses polêmicos assuntos, e apresenta uma vibrante e diferente imagem da vida dessas mulheres.
A autora argumenta, ainda, sobre o futuro dos direitos das mulheres no Afeganistão, que não depende somente da superação da dominação masculina local, mas também da dominação imperial, que ameaça tornar menos nítido o vazio, cada vez maior, existente entre o Ocidente e o mundo muçulmano. Por fim, estas dinâmicas globais poderão se tornar uma ameaça gigantesca à liberdade e autonomia das mulheres no Afeganistão e em todo o mundo.
Sobre a autora
Elaheh Rostami-Povey é professora de Estudos de Desenvolvimento na Escola de Estudos Orientais e Africanos da Universidade de Londres.







