Mulheres discriminadas nas seleções

Em: 6 de março de 2013
Sem dúvida as mulheres deixaram de ser o sexo frágil. Hoje elas estão presentes em diversos setores e em cargos que anos atrás eram tradicionalmente ocupados por homens, principalmente no setor industrial
Sem dúvida as mulheres deixaram de ser o sexo frágil. Hoje elas estão presentes em diversos setores e em cargos que anos atrás eram tradicionalmente ocupados por homens, principalmente no setor industrial

Sem dúvida as mulheres deixaram de ser o sexo frágil. Hoje elas estão presentes em diversos setores e em cargos que anos atrás eram tradicionalmente ocupados por homens, principalmente no setor industrial. Entretanto, ainda sofrem com o preconceito na hora da seleção. “Há empresas que não contratam mulheres simplesmente porque não querem depois ter gastos com licença maternidade e auxilio creche para a funcionária”, revelou Marluce Ribeiro Castelo Branco, responsável pela Secretaria da Mulher do SindMetal-AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas).
Ela conta que constantemente o sindicato também recebe inúmeras reclamações de fábricas do PIM (Polo Industrial de Manaus) que não contratam mulheres acima de 25 anos ou acima do peso. “Principalmente na área eletroeletrônica, que anos atrás era predominado pelas mulheres, sendo 70% ocupado por elas e agora, é apenas 30%”, informou Marluce.
Segundo dados do último Indicadores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) a participação da mão de obra feminina no PIM cresceu 22%, de janeiro de 2007 para cá. E atualmente, 35.100 mulheres estão empregadas no Polo, representando quase 30% de toda a mão de obra das 459 empresas.
De acordo com Wilson Périco, presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), a participação é crescente e se dá de forma mais diversificada e não em apenas uma ou outra área industrial. “Realmente elas têm conquistado mais espaço e isso vai desde cargos de lideranças na área administrativas até as mais técnicas também”, afirma.
Para a diretora da ABRH/AM (Associação Brasileira de Recursos Humanos no Amazonas), Elaine Jinkings, um dos principais motivos para as mulheres conseguirem alcançar mais postos de trabalho na indústria é a evolução na formação em nível Médio e Superior. “O aumento do grau de empregabilidade da mulher é motivado também pelo fato dela muitas vezes ter que ocupar o papel de chefe de família e acaba se tornando uma forma dela buscar alcançar melhoria na qualidade de vida e, ainda, elevar a sua autoestima”, acredita.
Como no caso da operadora de produção, Maria do Socorro Gomes, que atualmente cursa faculdade de engenharia de produção motivada com a oportunidade de conseguir uma promoção ou até um emprego melhor. “Capacitaram-se para superaram desafios é a única forma de conseguirmos alcançar o que queremos na vida profissional”, assegura a funcionária.
Quanto à discriminação a diretora da Associação fala que é preciso que as mulheres busquem seus direitos e que as empresas se deem conta que elas conseguem ter o mesmo rendimento dos homens, isso é até comprovado cientificamente. “Na realidade as mulheres acabam até se destacando mais que os homens em determinadas funções por terem mais sensibilidade e serem mais detalhistas”, ressalta Elaine.
Um ponto curioso apontado por Jinkings é que muitas mulheres que estão em altos cargos, tanto no setor público quanto privado, acabam se tornando motivo de incentivo para outras que buscam melhoria de vida pessoal e profissional, como por exemplo, a presidenta do país Dilma Rousseff e a presidenta da Petrobras, Graça Foster.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar