A reforma política, em andamento no Congresso Nacional, deve aumentar a transparência no uso de recursos públicos nas campanhas eleitorais. É o que pregam a senadora Vanessa Grazziotin e a vereadora Lúcia Antony, pertencentes ao PCdoB, partidárias de que somente o poder público financie as campanhas e sejam criados mecanismos que combatam as campanhas milionárias. “O problema hoje é que os doadores, em última análise, são contratados do poder público, ou seja, o dinheiro sai sempre dos cofres públicos”, analisa Vanessa.
Preocupada com a questão, a senadora apresentou proposta à comissão encarregada da reforma eleitoral com a finalidade de dar transparência ao financiamento público de campanha.
“A nossa proposta pretende baratear os custos das campanhas, fazendo com que apenas os recursos públicos possam ser aplicados de modo equitativo no processo eleitoral, de modo bastante transparente”, explica.
Falando ao Jornal do Commercio, a senadora se disse contra o voto facultativo pelo fato de que o pasasaís não está amadurecido para o voto livre. Também manifestou sua opção pelo sistema parlamentarista, com voto proporcional e em lista fechada. Ela sustenta que a atual reforma política pode produzir avanços importantes para o processo político, mas diz que a participação da mulher precisa ser mais significativa nos embates eleitorais. “Seria ótimo o sistema de lista fechada, intercalando na lista homens e mulheres dentro das posições privilegiadas, pois esse critério é que aumentou a participação da mulher em trinta e cinco por cento nos parlamentos dos países do Primeiro Mundo, mas no Brasil a participação é de onze por cento, isso está errado”, observa.
Na mesma linha da senadora, a vereadora Lúcia Antony (PCdoB) também defende uma reforma que assegure maior transparência no financiamento das campanhas.
Conforme ela, só assim a corrupção eleitoral poderá ser extirpada da vida pública brasileira.
A exemplo de Vanessa, a vereadora também prega a ampliação da participação da mulher na política, rompendo com a condição de “mero cabo eleitoral”.
Ela afirma serem poucos os partidos que investem na qualificação da mulher, mas se diz otimista sobre o futuro a partir da ascensão de Dilma Rousseff à Presidência da República. “Esperamos que o véu da invisibilidade sobre a competência da mulher caia de vez com a eleição da Dilma, a mulher não pode mais ser vista apenas como dona de casa”, desabafa.
Mulheres pregam transparência em campanha
Em: 26 de maio de 2011
A reforma política, em andamento no Congresso Nacional, deve aumentar a transparência no uso de recursos públicos nas campanhas eleitorais
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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