Um dos lugares mais aprazíveis de Manaus, e que muita gente ainda não conhece é o Musa (Museu da Amazônia), localizado na av. Margarita, 6305, Jorge Teixeira. O Musa abre diariamente (menos quartas-feiras), das 8h30 às 16h (quando os portões são fechados). O ingresso custa R$ 40. Uma informação importante. É obrigatório o uso de calçados fechados (preferencialmente tênis ou bota) devido a área do Museu ser ainda de floresta praticamente intocada e abrigar diversas espécies de animais como aranhas e escorpiões.
O Musa abrange uma área da Reserva Florestal Adolpho Ducke, que abriga uma floresta primária dentro de um centro urbano, a maior do Brasil, como poucas no mundo. Dessa forma, caminhar por suas trilhas ouvindo o canto dos pássaros é estar em contato direto com a floresta amazônica num perímetro de 5 km². São sete trilhas com um total de 5 km, classificadas como leves e fáceis.
O homenageado Adolpho Ducke foi um botânico, entomólogo e etnólogo nascido em Trieste, hoje território italiano, em 1876, e falecido em Fortaleza, em 1959. Trabalhou no Museu Emílio Goeldi, no Pará, e viajou diversas vezes ao Amazonas. Em 1954, junto aos pesquisadores do recém inaugurado Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) sugeriu que se criassem reservas naturais para que a floresta amazônica fosse protegida, o que passou a acontecer depois de sua morte, em 1959.



Um pedaço da Amazônia
Na trilha, um sem número de árvores como a acariquara, famosas por serem utilizadas, no passado, como postes de energia elétrica; o nobre angelim-pedra, muito usado pela indústria naval, moveleira e lutherias. Como o nome já diz, é muito dura e pesada. O angelim-pedra chega a 80 metros de altura e é a árvore mais alta da Amazônia; ainda constam nas trilhas o cipó-d’água, que não deixa ninguém passar sede na floresta.
Entre os diversos lugares que podem ser visitados no Musa estão o orquidário, com mais de cem espécies de orquídeas; e o bromeliário, com mais de 40 espécies de bromélias; o Jardim Sensorial; a Trilha das Aráceas, onde o visitante pode sentar em bancos de madeira e contemplar a natureza ao seu redor; o Recanto das Samambaias, com diversas espécies de samambaias amazônicas; o Lago das Vitórias Régias, com essa que é considerada a mais exótica e bela planta amazônica, também conhecida como Vitória Amazônica; o imenso aquário com 6m de comprimento, por 2m50 de largura, por 2m de altura, onde pirarucus, tambaquis, aruanãs e pirararas podem ser vistos. Em dois aquários menores se encontram poraquês e jaraquis; no serpentário, uma das serpentes mais venenosas do Brasil, a jararaca-do-norte junto a outras não peçonhentas como a jibóia, a jibóia-arco-íris, a suaçubóia, a cobra-cipó, e a papa-pinto; no borboletário pode-se acompanhar todo o ciclo de vida das borboletas, dos ovos, larvas, lagartas, pupas até virarem belíssimas borboletas, que podem ser encontradas em toda a Reserva, estimadas em 500 espécies.

Sem dúvida, literalmente, o maior destaque do Musa é a torre de aço com 42m de altura, 242 degraus e 81 m2 de base. As três plataformas, localizadas a 14, 28 e 42m de altura, permitem que cerca de 30 visitantes, distribuídos nos diferentes níveis, observem a imensidão da floresta e, dependendo da época do ano, um esplêndido pôr do sol, após às 17h30. Astrônomos amadores podem solicitar horários especiais.
Amigos de fé
A ideia do Museu da Amazônia surgiu em 2007 durante reunião anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) quando Ennio Candotti, então presidente da SBPC, sugeriu ao governador Eduardo Braga e à reitora da UEA, Marilene Corrêa, a criação de um museu na floresta. Dois anos depois, em 2009, o Musa foi fundado e, em mais dois anos, em 2011, lhe foi cedida, em comodato, um fragmento da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Inpa. Ennio Candotti é o atual diretor do Musa.
Duas ações ajudam a manter o Museu: o Amigo do Musa, na qual quem fizer doações em dinheiro para o espaço terá seu nome, ou da sua empresa, registrado num painel, durante dois anos; e a Amicus Flora cuja contribuição de R$ 500, anual dará ao benevolente o direito de ter seu nome escrito na placa junto ao nome da planta escolhida por ele, além de, durante esse período, não pagar o ingresso quando for visitar a ‘amiga’.
Quem tem direito a pagar meio ingresso (comprovando): moradores de Manaus, idosos com mais de 60 anos de nacionalidade brasileira, estudantes, professores, e acompanhante de pessoa com deficiência.
Quem não precisa pagar: crianças de até cinco anos, membros de comunidade tradicional amazônica, pessoas com deficiência, e grupos de instituições públicas mediante agendamento, que deve ser feito pelo e-mail: [email protected].
Também precisam ser agendadas: visita + trilha guiada: R$ 60; nascer ou pôr do sol na torre: R$ 60; observação de aves: R$ 60; trilha noturna: R$ 120; trilha guiada + pôr do sol na torre: R$ 120. Menores de 14 anos devem estar acompanhados por um adulto. É proibido o uso de drone.
Informações: 9 9280-9059; WhatsApp: 9 9280-4205
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