As tradicionais compras de fim de ano devem movimentar o comércio eletrônico. É o que sugere as projeções da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). As compras pelos canais digitais no Amazonas podem chegar a R$ 122 milhões no período de Natal. A estimativa está amarrada aos resultados das vendas de 2,77% na região Norte durante a Black Friday.
A participação do Amazonas durante o maior evento do varejo angariou R$ 39,6 milhões. Apesar dos números não estarem em sintonia com a média nacional, Alexandre Crivellaro, diretor de inteligência de mercado da ABComm, pontua que a média não mostra tendência de queda para os próximos períodos. “Sabemos que este ano os descontos não foram muito expressivos por conta da inflação. Para o Natal esperamos um número mais positivo que o Black Friday para o Amazonas”.
As lojas virtuais do país devem movimentar R$ 16,6 bilhões entre os dias 15 de novembro e 24 de dezembro, véspera de Natal, com um total de 37,5 milhões de pedidos. O desempenho representa um crescimento de 18% em relação ao resultado de 2020. O tíquete médio deve ficar em torno de R$ 445, com destaque para as categorias “informática”, “celulares”, “eletrônicos”, “brinquedos” e “moda e acessórios”.
“As compras por canais digitais trazem inúmeras vantagens aos consumidores, que se preparam para aproveitar os descontos oferecidos pelas lojas nesses períodos de maior demanda. O combo Black Friday e fim de ano, portanto, representa o período mais importante para o setor”, explica Maurício Salvador, presidente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico.
“Certamente é um caminho sem volta. Porém longe de substituir as lojas físicas. A economia informal ainda é muito forte e fortalece o comércio físico. Contudo, o canal digital cresce e vai continuar crescendo. A união das estratégias digital e off é que trazem maiores resultados. As experiências criadas unindo esses canais causam grande impacto”, afirma o especialista em e-commerce André Botelho.
Para ele, as datas sazonais são muito importantes e decisivas para consolidar crescimento Mesmo que as lojas físicas demonstrem retomada, não significa perda de força no segmento de compras pela internet.
Alguns varejistas vêm se sobressaindo nesse mercado. “Localmente é possível observar grandes players aumentando seus investimentos no digital (Bemol e TV Lar), e nacionalmente os grandes Marketplaces estão chegando na região Norte”.
Ele também cita a startup Trocados, da nossa região tem 53 mil clientes ativos e vão lançar as iniciativas de compras pelo app
Outras projeções
Segundo a Ebit Nielsen, fora os presentes comuns em comemoração ao Natal, a data é também nesse período em que costumam acontecer os amigos secretos, mais uma ótima oportunidade para vender.
Em 2020, o e-commerce brasileiro teve um ticket médio de R$462,00 com as vendas de Natal, a segunda maior variação no ticket médio do ano.
Existe uma expectativa que 77% dos consumidores presenteiem esse ano. Esse índice é equivalente aos indicadores de consumo pré-pandemia. Com o grande crescimento do e-commerce desde o início das restrições da pandemia, a tendência é que grande parte desses consumidores mantenham como prioridade as compras online.
A estimativa é que o comércio eletrônico represente 45% do volume de vendas, ou seja, o principal canal utilizado pelos consumidores. E mesmo aqueles que pretendem comprar presentes em shoppings ou lojas de departamentos, também podem complementar com alguns itens online.
Isso significa que, em média, 67% dos presentes serão comprados pela Internet. Pensando nessas compras online, os sites das lojas virtuais serão o principal utilizado pelos consumidores, com 76% das intenções.







