O As vendas do comércio de Manaus no período de Carnaval desse ano deverão ter um incremento médio de apenas 5% sobre igual período de 2007, segundo informação da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas). De acordo com a federação, o setor não deverá ter em 2008 um desempenho igual ao do ano anterior em virtude das tendências da conjuntura macroeconômica.
Para o presidente da Fecomércio, José Roberto Tadros, os fatores internos e externos que servirão de freio à expansão econômica nacional desse ano consequentemente afetarão a economia local. “As coisas estavam caminhando bem, mas não podemos esquecer que vivemos em uma economia globalizada, e a conjuntura nacional e internacional de 2008 não serão as mesmas de 2007”, observou.
Entre os fatores internos, o presidente ressaltou a ameaça de um colapso energético que o país vive, nos moldes do registrado no governo de Fernando Henrique Cardoso, e o pacote tributário do executivo federal alterando as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), atingindo assim diretamente o custo do dinheiro, o que será repassado ao consumidor.
“A grande questão é saber se o governo fez isso para recuperar, mesmo, as perdas da CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], ou para frear o consumo e evitar que o crescimento da economia provoque um colapso energético de maneira mais rápida”, assinalou Tadros.
Cesta básica
Além desses agravantes, o representante da entidade destacou o aumento dos preços dos alimentos como outro ponto importante para a desaceleração do crescimento em 2008. “Os produtos agrícolas tiveram aumentos expressivos. A mandioca, por exemplo, subiu 72%, ao passo que o feijão, 175%. Isso aconteceu porque a China e a Índia estão crescendo de forma muito acelerada, e a população de lá, cerca de 3 bilhões de pessoas, passou a se alimentar melhor, ampliando sua importação de países como o Brasil”, explicou.
Nesse ponto entram os fatores externos responsáveis por um desempenho aquém do obtido em 2007. Para o presidente da federação, a redução da área de plantio de alimentos dos Estados Unidos (maior produtor mundial) para dar espaço à produção de etanol, está fazendo com que o Brasil amplie suas vendas de commodities, tornando os produtos internamente mais caros – precisa diminuir a oferta interna para atender as exportações, o que resulta em aumento dos preços por aqui.
“E ainda tem a crise imobiliária dos americanos”, disse Tadros, completando a lista dos problemas para o exercício corrente.“Tudo isso já está se refletindo no desempenho do comércio, apesar de que o país só funciona mesmo em março, como se fechasse para balanço”, ironizou o presidente.
Na Brilho, desempenho desse ano deve ser menor
Após um crescimento nas vendas de 20% no Carnaval de 2007 sobre igual período de 2006, a loja especializada em artigos carnavalescos, Brilho Bijuterias, projeta uma alta de 15% no exercício corrente sobre o ano anterior. De acordo com o proprietário, José de Souza, a data dos festejos tem sido mesmo um problema, mas acredita em uma aceleração dos negócios depois do dia 20.
“Quando o Carnaval é no início de fevereiro, ficando muito imprensado com a época de fim de ano e com a volta às aulas, os negócios não costumam ser tão bons”, afirmou. Na primeira metade do mês, as vendas foram em sua maioria para as escolas de samba, com tecidos, paetês, franjas e outros artigos. A loja tem desde metalóide, uma espécie de PVC usado para forrar ambientes, até lantejoulas.
Para o folião, a Brilho vende fantasias prontas que variam de R$ 35 a R$ 150, como baianas, enfermeiras e diabinhos, além de material para confecção para o que planejam montar a sua própria fantasia. “Com a proximidade do Carnaval, surgem cada vez mais as bandas de rua, e isso nos ajuda a incrementar as vendas”, afirmou Souza.
No Tropical Atacadão, a alta p







