Negócios on line têm expansão de 56%

Em: 4 de janeiro de 2008
No ­Ama­zonas, os empresários experimentaram alta de 20% nas vendas do pe­ríodo, conforme apontou o ­e-Center
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No ­Ama­zonas, os empresários experimentaram alta de 20% nas vendas do pe­ríodo, conforme apontou o ­e-Center

O volume de compras feitas pela ­internet em dezembro passado ­cresceu 56% em relação ao mesmo período do ano ­anterior em nível nacional, se­gundo dados da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). No ­Ama­zonas, os empresários experimentaram alta de 20% nas vendas do pe­ríodo, conforme apontou o ­e-Center.

Apesar de positivos, os resultados não contemplaram os anseios de lojistas virtuais do Estado, que ­esperavam um incremento de cerca de 35% no ­acumulado do ano e alta de até 50% em negociações via internet no mês de dezembro.

Nortista contido

Para o diretor técnico do e-Center, Mário Bittencourt Neto, a região Norte permitiu resultados aquém do esperado, contudo as vendas foram satisfatórias e alcançam crescimento real de 20%. “Somos prejudicados por inúmeros fatores, desde a carência usual de informática ao elevado custo com internet”, afirmou.

Segundo Mário Bittencourt, não há como estimar a participação do Estado do Amazonas no montante de mais de R$1 bilhão computado pelas empresas de pesquisa, E-bit e ECT. “Seria muita pretensão, particularmente, afirmar a quantia exata da nossa ­participação nesse valor, até porque o ­comércio eletrônico é muito diversificado. As pessoas compram ­tanto no e-Center quanto no Mercado Livre, Submarino etc.”, explicou.

Eletroeletrônico lidera

De acordo com o diretor do e-Center, o mercado local acompanhou a tendência nacional na preferência por produtos eletroeletrônicos, como celulares, notebooks, microcomputadores, TV’s, MP3 players, Pen drives, etc. Os eletrodomésticos também ­tiveram parcela significativa e os CD’s, DVD’s e ­livros, mantiveram sua representatividade como opção de presente mais simples.

O e-Center, conta atualmente com mais de 45 lojas no portal. O centro de compras virtual oferece diversos serviços e produtos como roupas, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, alimentação, saúde, música, etc.

“Você pode fazer as compras de casa ou do trabalho, 24 horas por dia [com exceção de itens de alimentação que possuem horário de entrega definidos] e conta com total segurança, agilidade e não precisa enfrentar filas e trânsito”, argumentou.

Na opinião de Mário Bittencourt, os resultados ficaram abaixo da média nacional, mas o fato não desanima o segmento. “Consideramos os resultados pouco expressivos, no entanto positivos, ou seja, cresceu, mas cresceu pouco. Vamos nos ­empenhar para que neste ano façamos melhor”, concluiu.

Quase o dobro

De acordo com os Correios, o volume de encomendas pela internet na época natalina superou em 80% as solicitações nos meses anteriores de 2007. As encomendas geradas pelo comércio eletrônico representaram 4,9% de todas as atividades desempenhadas pela ECT, um ponto percentual a mais que no ano de 2006, quando o ­percentual estabelecido era de 3,9%.

Os dados da ECT apontaram que os produtos importados eletrônicos, como celulares, computadores, notebooks e tocadores de MP3 foram os preferidos dos consumidores brasileiros desbancando os CD’s, DVD’s e livros, antes primeiros da lista.

Mercado promete

Apesar do crescimento expressivo, o comércio eletrônico nacional ainda tem muito espaço para expandir, visto que apenas 25% dos usuários da rede no Brasil fizeram suas compras pela internet.

Em comparação com países onde a população possui melhores condições de acesso, como o Japão, por exemplo, o percentual sobe para 68%, Alemanha 48%, Reino Unido 58% e Estados Unidos 64%. Entre os países emergentes, o Brasil supera países como Argentina e México, com 20% e 8% de internautas realizando compras on-line, respectivamente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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