O volume de compras feitas pela internet em dezembro passado cresceu 56% em relação ao mesmo período do ano anterior em nível nacional, segundo dados da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). No Amazonas, os empresários experimentaram alta de 20% nas vendas do período, conforme apontou o e-Center.
Apesar de positivos, os resultados não contemplaram os anseios de lojistas virtuais do Estado, que esperavam um incremento de cerca de 35% no acumulado do ano e alta de até 50% em negociações via internet no mês de dezembro.
Nortista contido
Para o diretor técnico do e-Center, Mário Bittencourt Neto, a região Norte permitiu resultados aquém do esperado, contudo as vendas foram satisfatórias e alcançam crescimento real de 20%. “Somos prejudicados por inúmeros fatores, desde a carência usual de informática ao elevado custo com internet”, afirmou.
Segundo Mário Bittencourt, não há como estimar a participação do Estado do Amazonas no montante de mais de R$1 bilhão computado pelas empresas de pesquisa, E-bit e ECT. “Seria muita pretensão, particularmente, afirmar a quantia exata da nossa participação nesse valor, até porque o comércio eletrônico é muito diversificado. As pessoas compram tanto no e-Center quanto no Mercado Livre, Submarino etc.”, explicou.
Eletroeletrônico lidera
De acordo com o diretor do e-Center, o mercado local acompanhou a tendência nacional na preferência por produtos eletroeletrônicos, como celulares, notebooks, microcomputadores, TV’s, MP3 players, Pen drives, etc. Os eletrodomésticos também tiveram parcela significativa e os CD’s, DVD’s e livros, mantiveram sua representatividade como opção de presente mais simples.
O e-Center, conta atualmente com mais de 45 lojas no portal. O centro de compras virtual oferece diversos serviços e produtos como roupas, calçados, eletrodomésticos, eletrônicos, alimentação, saúde, música, etc.
“Você pode fazer as compras de casa ou do trabalho, 24 horas por dia [com exceção de itens de alimentação que possuem horário de entrega definidos] e conta com total segurança, agilidade e não precisa enfrentar filas e trânsito”, argumentou.
Na opinião de Mário Bittencourt, os resultados ficaram abaixo da média nacional, mas o fato não desanima o segmento. “Consideramos os resultados pouco expressivos, no entanto positivos, ou seja, cresceu, mas cresceu pouco. Vamos nos empenhar para que neste ano façamos melhor”, concluiu.
Quase o dobro
De acordo com os Correios, o volume de encomendas pela internet na época natalina superou em 80% as solicitações nos meses anteriores de 2007. As encomendas geradas pelo comércio eletrônico representaram 4,9% de todas as atividades desempenhadas pela ECT, um ponto percentual a mais que no ano de 2006, quando o percentual estabelecido era de 3,9%.
Os dados da ECT apontaram que os produtos importados eletrônicos, como celulares, computadores, notebooks e tocadores de MP3 foram os preferidos dos consumidores brasileiros desbancando os CD’s, DVD’s e livros, antes primeiros da lista.
Mercado promete
Apesar do crescimento expressivo, o comércio eletrônico nacional ainda tem muito espaço para expandir, visto que apenas 25% dos usuários da rede no Brasil fizeram suas compras pela internet.
Em comparação com países onde a população possui melhores condições de acesso, como o Japão, por exemplo, o percentual sobe para 68%, Alemanha 48%, Reino Unido 58% e Estados Unidos 64%. Entre os países emergentes, o Brasil supera países como Argentina e México, com 20% e 8% de internautas realizando compras on-line, respectivamente.







