Nível de emprego permanece estagnado

Em: 21 de março de 2013
Demissões na indústria foram as principais responsáveis pela manutenção do saldo em fevereiro
Demissões na indústria foram as principais responsáveis pela manutenção do saldo em fevereiro

Pelo segundo mês consecutivo, e contrariando a tendência nacional de crescimento, a geração de empregos no Amazonas não apresentou variação significativa. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregos (Caged), em fevereiro de 2013 houve uma retração de 0,01% no nível de emprego com carteira assinada no Estado. O número reflete a redução em 28 postos celetistas em relação ao mês de janeiro. Após um janeiro com números negativos, os setores da Construção Civil e do Comércio contribuíram com o saldo positivo em fevereiro com a abertura de 412 e 112 novos postos, respectivamente. Além disso, também houve incremento no setor de Serviços (+475 postos). Estes números positivos conseguiram neutralizar a diminuição de vagas nos setores de Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUP – (-721 postos) e na Indústria de Transformação (-295 postos).
O Superintendente Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas, Dermilson Chagas, explica que estas demissões já eram esperadas. Segundo ele, ainda este mês as contratações deve retomar o crescimento, mas lembra que os reflexos disso só serão percebidos no mês de maio.
“Estes números ainda são reflexos dos trabalhadores terceirizados e temporários que foram demitidos no início do ano. Temos que entender que houve contratações nos serviços, comércio e contratação. Mas nos esperamos para o próximo mês de maio um resultado mais positivo”, declarou.
No acumulado dos dois primeiros meses do corrente ano houve acréscimo de 469 postos (+0,10%). Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses verificou-se crescimento de 2,20% no nível de emprego ou +9.727 postos de trabalho no Amazonas.

Brasil

O mercado de trabalho brasileiro gerou em fevereiro 123.446 postos formais de trabalho, um aumento de 0,31% em relação ao estoque do mês anterior. Esse crescimento é resultado da geração de 1.777.411 admissões contra 1.650.965 desligamentos ocorridos no mês. Segundo avaliação técnica, esse resultado, comparativamente aos obtidos nos últimos meses, apresenta-se mais próximo da média.
Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, essa expansão pode indicar uma reação do mercado de trabalho, acenando para um cenário positivo no ano. “Mas ainda é cedo para fazermos especulações”, disse.
No acumulado do ano o emprego cresceu 0,43%, um acréscimo de 170.612 novos postos de trabalho, sendo que nos últimos 12 meses esse patamar alcançou 1.116.340 novas vagas, uma expansão de 2,89% no número d empregos celetista no país.
A maior geração foi verificada no setor de serviços com 82.061 (+0,51%), acompanhada da indústria, com 33.466 (+41%) e construção civil que gerou 15.636 ((+0,50). Em termos geográficos a expansão foi verificada em praticamente todas as regiões, com destaque para o sudeste com criação de 66.177 empregos (+0,76) e Sul mais 48.116 novas vagas (0,67%). A única exceção foi a região Nordeste, com queda de 15.881 postos de trabalho (-0,25) por conta da sazonalidade do setor sucroalcooleiro no período. Nas nove áreas metropolitanas o crescimento registrado foi de 0,29%, um acréscimo de 46.869 vagas formais.
O crescimento do emprego foi verificado em 16 estados brasileiros, com destaque para o estado de São Paulo, gerador de 47.769 postos de trabalho (+38%), Rio Grande do Sul, com 17.087 (+0,65) e Paraná com 15.857 vagas (+0,65%). Na região Norte, a expansão mais significativa foi verificada no estado de Roraima, que teve o melhor desempenho do período, gerando 368 postos, um crescimento percentual de +0,78%. Influenciados pela sazonalidade do setor sucroalcooleiro, 8 estados do Nordeste apresentaram queda de emprego. Houve queda também em Tocantins e Acre e no sudeste, apenas o Espírito Santo perdeu postos de trabalho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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