Noni produzido na Amazônia é exportado

Em: 30 de novembro de 2010
Após pesquisas realizadas pelo Inpa para verificar melhor solo e ambiente, é possível o plantio
Após pesquisas realizadas pelo Inpa para verificar melhor solo e ambiente, é possível o plantio

Originária do Sudeste asiático, a Morinda Citrifolia, mais conhecida no Brasil como Noni, já está sendo produzido no Estado do Amazonas, no município de Itapiranga (distante 225,72 Km da capital) e seu fruto é utilizado para a produção de chás, sucos e sabonetes.
Com estudos feitos pelo Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia), através do professor e pesquisador Patrick Monacho, foi possível descobrir o melhor solo e ambiente para o plantio.
De acordo com o professor, o noni amazônico teve as sementes tratadas no Havaí e já está sendo comercializado há três anos no Amazonas, com produção ainda em pequena escala feita por uma cooperativa.
“O noni é o primo-irmão do jenipapo, a diferença está na composição física do fruto e das suas propriedades medicinais e terapêuticas. Mesmo com uma produção que consideramos pequena, já estamos exportando para Estados como Rio de Janeiro, Brasília e Paraná, a intenção é aumentar a nossa produção, mas para isso precisamos de investimentos na ordem de 250 mil dólares para compra de equipamentos e maquinários”, explicou.

Plantio no Norte

Segundo Monacho, o plantio do Noni Amazônico não tem produtos químicos, por isso é considerado um dos melhores do mundo em qualidade. “Em nossa produção não existe nenhum produto químico, portando a qualidade do nosso plantio nos dá a certeza de que o fruto produzido aqui, tem qualidade para ser consumido sem nenhuma preocupação com agentes químicos”, salientou.
No Norte, Estados como o Pará e Roraima também comercializam o fruto, pois ele já é considerado um produto florestal Amazônico.
Produtos como sucos, chás e sabonetes podem ser encontrados nas feiras de Manaus com preços que variam de R$ 5 a R$ 25.

Propriedades do fruto

A Morinda Citrifolia contém mais de 153 nutracêuticos ressaltou o professor. “O Noni possui inúmeros componentes que agem como antioxidantes além do princípio ativo proxeronina que convertido no fígado e no alcaloide xeronina, atua como substância capaz de estimular o sistema digestivo e imunológico, melhorando a nutrição celular e consequentemente a energia e vitalidade do organismo”.
O noni ainta estimula a produção do óxido nítrico, um gás que no corpo cumpre inúmeras funções: dilata os vasos sanguíneos, contribuindo para normalizar a pressão arterial e a melhorar a circulação e a oxigenação, prevenindo a impotência e melhorando a memória; combate os radicais livres, evitando a coagulação prematura do sangue, causadora de problemas cardíacos e cerebrais; estimula o sistema imunológico contra as bactérias, os vírus, as células cancerígenas; mantém os níveis de insulina no sangue, prevenindo a diabetes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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