A região Norte do país apresenta incremento de 15,55% e puxa o crescimento das farmácias no Brasil. O Amazonas e o Tocantins tiveram incremento superior a 20%, enquanto Roraima foi o líder na evolução percentual, com 32,78%. Dados da Latam da Close-Up International.
O Grupo Tapajós, com forte representatividade na região Norte, superou o primeiro bilhão de faturamento em 2021. Este ano, o Grupo Tapajós deve alcançar R$1,3 bilhão, alta de 8,3% sobre 2021.O grupo prevê R$ 40 milhões em expansão no próximo ano.
O grupo líder do mercado farmacêutico na região Norte, aposta no sistema de franquias para expandir uma de suas bandeiras –as Farmácias Flexfarma. A meta é terminar o ano com 20 lojas baseadas nesse conceito. O Grupo Tapajós atua no setor de distribuição, com seis centros instalados nas cidades de Manaus, Belém, Porto Velho e Boa Vista. No varejo, mantém 125 lojas presentes nos Estados do Amazonas, Roraima, Pará e Rondônia. Somente no Amazonas são 93 somando unidades das bandeiras Santo Remédio, FarmaBem e Flexfarma.
Em 2021, o Grupo Tapajós inaugurou 7 novas lojas e 16 passaram por retrofit (técnica de revitalização de construções antigas). Em 2022, foram 22 novas lojas, sendo que 14 PDVs passaram por retrofit.
“Temos um vasto mercado a ser explorado. Vamos acelerar a expansão, com mais abertura de pontos de venda em capitais e cidades médias. Ao mesmo tempo, estamos levando nosso modelo de loja para um outro patamar, com unidades mais modernas e espaçosas”, afirma Fernando Ferreira, diretor comercial, de marketing e consumer experience.
Como a principal bandeira do grupo Tapajós a rede de drogarias Santo Remédio, a previsão é que em 2023 mais 20 lojas sejam inauguradas. Conforme o diretor, serão investidos mais de R$ 30 milhões para expansão das lojas, centro de distribuição e reformas, o que deve impactar também na geração de muitos empregos.
Atualmente, a rede Santo Remédio já conta com um quadro de 1.125 colaboradores, segundo informações do departamento de recursos humanos do Grupo Tapajós. “Com as novas unidades, esse número deve aumentar em mais 500 postos de trabalho”, estima Fernando Ferreira.
A companhia também aposta em iniciativas comerciais e de marketing que reforçam seu propósito de participar de toda a jornada de saúde do cliente, tendo nos canais digitais e novas modalidades de entrega o principal foco de sua estratégia.
O grupo vem na contramão dos resultados dentro de outros nichos, embora ainda representam 43% do faturamento do canal farma regional, as redes vêm perdendo share desde 2017, quando ostentavam uma representatividade de 52%. Um sinal claro da dificuldade que grandes grupos encontram para fixar suas marcas no Norte do país.
As farmácias independentes, que respondiam por 41% do volume de negócios há cinco anos, tiveram uma queda bem discreta e passaram a totalizar 37% do mercado. E parte desses PDVs encontrou uma saída promissora ao aderirem ao modelo de franquia e associativismo –cujo share saltou de 7% para 19%.
“O crescimento das farmácias do Norte está fortemente associado aos efeitos da pandemia. Mas a saturação de outros mercados mais tradicionais, como Sudeste e Nordeste, ajuda também a explicar os resultados”, comenta Paulo Paiva, vice-presidente Latam da Close-Up International. O Nordeste, inclusive, teve alta abaixo da média do país.
O potencial dos sete Estados da região vem despertando o olhar de grandes redes. No fim do ano passado, por exemplo, a RD – RaiaDrogasil fincou bandeira nas capitais Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Rio Branco (AC), o que marcou a chegada da companhia a 100% das unidades da Federação. Na Pague Menos, o Norte responde por 10% dos PDVs. Mas é o DNA local que vem fazendo a diferença.
Sul também tem destaque
De acordo com o levantamento, considerando os últimos 12 meses até setembro, os três Estados do Sul obtiveram receita de R$ 26,31 bilhões, contra R$ 22,35 bi do mesmo período anterior, o que correspondeu a um crescimento de 17,6%. A evolução do faturamento das farmácias em todo o país foi de 13,7%.
A região vem se destacando no ranking do varejo farmacêutico, com cinco redes entre as top 20 do setor. A lista inclui Farmácias São João, Panvel, Clamed, Farmácias Associadas e Drogaria Nissei.
O Rio Grande do Sul, quarto maior Estado do Brasil em vendas, chegou pela primeira vez aos dois dígitos e apresentou alta de 14,19%, mas Santa Catarina encabeçou a evolução percentual – 22,8%.
“São localidades muito marcadas pela existência de lojas de bairro, que ganharam relevância no período da pandemia. Além disso, as redes sulistas conseguiram modernizar rapidamente os canais digitais e encontraram um público consumidor disposto a abraçar as compras online”, avalia Paulo Paiva, vice-presidente Latam da Close-Up International.
Percentual de crescimento por região
Sul 17,6%;Norte 15,55%;Sudeste 16,01%;Nordeste 14,33%;Centro-Oeste 11,85%
Por Andreia Leite







