Norte e Nordeste vão concentrar exportação, diz estudo

Em: 18 de julho de 2008
A expansão das exportações brasileiras de commodities nos próximos dez anos deve se descentralizar de Santos (SP) e seguir para portos localizado nas regiões Norte e Nordeste.
A expansão das exportações brasileiras de commodities nos próximos dez anos deve se descentralizar de Santos (SP) e seguir para portos localizado nas regiões Norte e Nordeste.

A expansão das exportações brasileiras de commodities nos próximos dez anos deve se descentralizar de Santos (SP) e seguir para portos localizado nas regiões Norte e Nordeste. A avaliação consta em estudo da Trevisan Consultoria, sobre a visão logística nacional em 2018. A expectativa é de que o porto santista concentre cada vez mais suas operações em cargas gerais e contêineres, com maior valor agregado, perdendo participação na movimentação de commodities.
“O Porto de Santos está se especializando na movimentação de contêineres e de carga geral. As grande cargas de commodities devem migrar naturalmente para as regiões Norte e Nordeste”, ressaltou o sócio-diretor de Infra-estrutura, Transporte e Logística da Trevisan, Olivier Girard, responsável pelo estudo. Ele salienta que entre 1997 e 2007 o Porto de Santos duplicou sua movimentação total, sendo que as operações de cargas gerais e de contêineres triplicaram.
Entre os argumentos de Girard para a descentralização das cargas por Santos está o deslocamento dos pólos de produção para outras regiões do Brasil. “O rebanho bovino brasileiro vem migrando nos últimos anos para a região Norte, que já concentra quase 20% da produção nacional, empurrado pela nova fronteira agrícola que já domina o Centro-Oeste e vem subindo em direção à Amazônia e ao Nordeste”, explicou.
Na região Sudeste, diz Girard, no lugar de culturas tradicionais, como o café e a laranja, será cada vez maior a presença da cana-de-açúcar, que concentra 70% da produção nacional. “A cana está deslocando a soja para o Norte e esta empurra a pecuária bovina para a Amazônia”, completou Girard.
Segundo ele, a migração dos embarques ocorrerá naturalmente com a conclusão das obras de infra-estrutura previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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