‘Nosso Centro’ marca Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Em: 18 de abril de 2023

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, comemorado em 18 de abril, a Prefeitura de Manaus tem motivos para celebrar com a reabilitação promovida no centro histórico e centro antigo, reafirmando sua política de estímulo ao patrimônio edificado e especialmente ao cultural, que é a identidade do povo, sua memória e sua evolução. A data foi criada em 1982 e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Com o “Nosso Centro”, a gestão municipal tem realizado investimentos no território, tendo iniciado obras com o complexo de São Vicente – mirante Lúcia Almeida, casarão Thiago de Mello e o próprio largo de São Vicente. Também há o projeto aprovado e pronto para licitar o casarão de São Vicente.

A intervenção, cujo projeto é assinado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), vai se somar a um conjunto arquitetônico de grande relevância para a cidade, em razão da sua localização na rua Bernardo Ramos, uma das vias mais antigas da capital. Localiza-se em área de tombamento federal, na vizinhança de outros edifícios históricos, como o Centro Cultural Óscar Ramos, Museu da Cidade de Manaus, praça Dom Pedro II, Casarão da Inovação Cassina, Palácio Rio Branco, dentre outros.

Para a gerente de Patrimônio Histórico (GPH), do Implurb, arquiteta e urbanista Melissa Toledo, é importante conhecer que os monumentos são definidos por lei, por sua contextualização histórica, artística, cênica e própria monumentalidade. “Temos alguns monumentos na capital que são tombados pelo governo federal, como o Teatro Amazonas, o mercado municipal Adolpho Lisboa, o conjunto arquitetônico e paisagístico do porto de Manaus, o reservatório do Mocó. Os tombados pelo Estado, como a Faculdade de Direito, a igreja da Matriz, a igreja dos Remédios e o Palácio Rio Negro. E os sítios históricos, que são uma delimitação correspondente ao conjunto urbano pela Prefeitura de Manaus”, explicou Melissa.

A arquiteta contou que a capital tem dois grandes recortes históricos, associados ao desenvolvimento econômico vividos no “boom” do extrativismo da borracha, que criou a Belle Époque de Manaus; e o segundo momento, proporcionado pela criação da Zona Franca de Manaus (ZFM).

Entre 1892 e 1896, no governo de Eduardo Ribeiro, houve um recorte, cujo maior monumento foi a construção do Teatro Amazonas. “Quando se fala do conjunto sítios históricos, falamos de cidade. Enquanto prefeitura, Implurb e Gerência de Patrimônio Histórico, temos uma missão que é a valoração deste ambiente, seus monumentos e a cidade que ali está funcionando. Urbanamente, a cidade tem a materialização histórica. Tem o ciclo da borracha, tem a estagnação, e um segundo ciclo econômico muito importante, a zona franca”, comentou a gerente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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