Nos próximos dias 13 e 14, quinta e sexta-feira, o universo da criatividade estará em ebulição, na capital amazonense, com a realização da 20ª edição da Feira Tecnológica pelo Centro Educacional Fucapi, sob o tema ‘20 Anos de Feira Tecnológica Fucapi: legado em evolução e inovação’. Nessas duas décadas de realização o evento conseguiu se tornar referência em ciência, tecnologia e inovação na Região Norte, apresentando centenas de inventos, com uma média de 35 projetos por ano, ou seja, mais de 700 em 20 anos. A carteira estudantil, hoje largamente utilizada pelos estudantes manauaras, é um dos projetos desenvolvidos na Fucapi. A Feira estará aberta ao público das 18h às 21h, na av. Governador Danilo de Matos Areosa, 381, Distrito Industrial.
“O processo de ensino na Fucapi é pautado na integração entre teoria, simulação e prática, pois buscamos assegurar uma formação completa e alinhada às demandas do mercado de trabalho. Desde o ingresso na instituição, os estudantes são estimulados a desenvolver a criatividade, o pensamento crítico e o empreendedorismo, aplicando seus conhecimentos na proposição de soluções inovadoras”, falou Neila Buzaglo, diretora da Escola Fucapi.
“Ao longo dos 18 meses de curso, os estudantes são orientados a elaborar pequenos projetos com intuito de consolidar o aprendizado e fortalecer as competências técnicas e comportamentais essenciais para o exercício profissional”, completou.
Durante os dois dias da Feira serão apresentados 35 projetos desenvolvidos pelas turmas do ensino técnico, com temáticas variadas, e o público poderá ajudar na premiação dos melhores e mais úteis. Profissionais convidados de cada área irão avaliar os projetos e o público também terá a oportunidade de escolher. No dia 14, às 21h, ocorrerá a premiação dos vencedores.
Novidades 2025
Atualmente, a Fucapi oferta sete cursos técnicos, embora possua um portfólio ainda mais amplo. A maioria dessas formações é voltada para atender às demandas do PIM (Polo Industrial de Manaus).
Nesta edição da Feira, os 35 protótipos apresentados terão a seguinte distribuição: Automação (7), Eletrônica (5), Eletrotécnica (5), Mecânica (5), Mecatrônica (5), Informática (6) e Qualidade (2). Os empresários do PIM ficam de olho nesses futuros profissionais.
“Podemos afirmar que grande parte dos nossos alunos concluintes consegue inserção no mercado de trabalho, especialmente na indústria. Além disso, muitos já atuam no Polo e buscam a Fucapi como meio de aprimorar suas competências e conquistar melhores posições dentro das empresas. Esse reconhecimento reflete a sólida reputação da instituição e a qualidade da formação oferecida”, disse.
Nos 20 anos de existência da Fucapi, aproximadamente 35 mil alunos passaram pelas suas salas de aula. Hoje, cerca de 1.100 frequentam a instituição.
“Não dispomos de um levantamento estatístico sobre o número de egressos que se tornam empreendedores, porém, observamos que além daqueles que trabalham no PIM, alguns de nossos atuais estudantes já atuam como autônomos e buscam a formação técnica na Fucapi com o objetivo de se profissionalizar, aprimorar seus serviços e ampliar suas oportunidades de atuação”, revelou.
“Com relação ao formato, a Feira deste ano manterá a mesma estrutura dos anos anteriores. Entretanto, as novidades estarão nos projetos apresentados. A cada edição, buscamos inovar nas ideias, explorando temas atuais e relevantes, alinhados às principais discussões da sociedade”, adiantou Neila.
De olho nos talentos
Muitos protótipos apresentados em edições anteriores evoluíram para iniciativas de impacto acadêmico, social e até empresarial, como a ‘Impressora 3D’, de 2014, desenvolvida com apoio da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, e a ‘Hidrobike’, uma bicicleta movida a água (hidrogênio) com alcance de 50 km/h, criada em 2017 pelos alunos do curso de Mecânica.
Este ano, estarão na Feira o ‘Capacete inteligente’, que pretende aumentar a segurança dos motociclistas. Equipado com um GPS e um sensor de quedas, o capacete envia um alerta e a localização exata para um contato de emergência em caso de acidente; e o ‘Colete inteligente’ equipado com sensores ultrassônicos para informar obstáculos e aumentar a autonomia de pessoas com deficiência visual. Todos os projetos pertencem aos próprios estudantes e professores.
“Quando as empresas visitam a Feira, geralmente acabam se interessando mais pela mão de obra, ou seja, pelos talentos dos estudantes, do que pelos protótipos em si. No entanto, muitas vezes elas observam ideias e soluções apresentadas que podem inspirar melhorias em seus processos ou produtos”, lembrou a diretora.
“A cada edição, reafirmamos a importância da educação técnica como instrumento de transformação social e de inovação para a Amazônia”, concluiu.
***















