Este ano a Edua (Editora da Ufam) completa 26 anos sem nunca ter deixado de cumprir o seu papel fundamental que é transformar em livro a produção intelectual dos professores da instituição. Já são cerca de 1.500 títulos com milhares de volumes espalhados entre os leitores e disponibilizados na livraria da Universidade, localizada no Centro de Convivência, no ICHL. Atualmente a Edua, administração e depósito, ocupam um espaço no Bloco L, Setor Sul, no Mini Campus da Ufam e os livros publicados são disponibilizados na livraria da Universidade, localizada no Centro de Convivência, no ICHL.
Acompanhando a tecnologia
E nesses anos de existência a editora vem acompanhando a modernidade e a mudança dos tempos, conta o diretor da instituição, Sérgio Freire. “Quando a Edua começou, os livros eram impressos em máquinas offset, com qualidade não muito boa, na própria gráfica da Ufam. Os serviços foram terceirizados e hoje a qualidade dos livros iguala aos de qualquer boa editora”, assegurou Freire, doutor em Linguística e na direção da editora desde julho, quando assumiu junto com os novos gestores da Universidade.
Dos tempos pré e-books, em que só os livros impressos existiam e dominavam, Freire lembra que a tiragem dos livros da Edua chegava a mil exemplares, mas hoje a média são 300 unidades. “A impressão de um livro comum, sem cores, capa dura ou acabamento mais esmerado, com a tiragem de 300 exemplares, pode chegar a R$ 8 mil, e essa é a quantidade ideal para os tempos de hoje quando os eletrônicos estão aí. Eu, particularmente, acredito que o livro impresso sempre existirá, mas há uma demanda para o eletrônico, então pretendemos lançar nossos livros nesse formato, disponibilizados gratuitamente para os leitores interessados, como já estão fazendo algumas editoras universitárias do país”, garantiu.
Como novo gestor, Freire garante a continuidade ao trabalho realizado pela gestão anterior, mas com algumas mudanças “Estou redefinindo as linhas editoriais que iremos seguir a partir de agora. Serão três: Teses e Dissertações; Salas de Aula e Manuais”, disse. “A linha ‘Teses e Dissertações’ dos professores já são publicadas, mas vamos tornar as edições mais profissionais, não publicando apenas por publicar, mas obedecendo a critérios técnicos”, explica.
A linha Sala de Aula se refere ao material utilizado pelos professores em sala de aula. “Atualmente eles usam apostilas produzidas por eles mesmos. Essas apostilas também serão produzidas de forma mais profissional sendo transformadas em importantes peças didáticas do professor. Esse material ganhará o formato eletrônico para facilitar ao acadêmico estudar pela internet”, disse.
A terceira linha serão os Manuais. “Hoje, quem está utilizando muito esses manuais de procedimento são os hospitais universitários, o Getúlio Vargas e o Francisca Mendes, mas queremos ampliar esse leque direcionando as publicações de manuais para outros segmentos”, explicou.
Além do círculo acadêmico
Apesar de pouco difundida, a Edua é bem atuante na publicação de livros disputados no círculo acadêmico. Só este ano já foram lançados 62 títulos nas áreas de história, pesquisa, ambiental, economia, tecnologia, manuais, indígenas, psicologia, arte, entre outras. “E ainda temos ao menos 15 títulos sendo ‘rodados’, da gestão anterior, que pretendemos lançar até o final do ano”, adiantou Freire.
Para 2018 já estão sendo acertadas as novas publicações. “Vamos lançar o edital para a publicação de 60 títulos. Também estamos querendo incluir no próximo edital de concurso da Ufam, vagas para revisor e diagramador. Hoje essas funções são terceirizadas, mas o ideal é que esses profissionais trabalhem na própria Edua”, falou.
Outra ideia que Sérgio Freire está querendo viabilizar, se possível ainda este ano, é a popularização do acesso das pessoas de fora do círculo acadêmico aos livros da Edua. “O que se faz hoje é um grande lançamento interno, quando já foram editados vários títulos, mas pretendo levar esses lançamentos para locais aonde qualquer pessoa possa ter acesso e adquirir os livros da Editora que, afinal, são um patrimônio de todos”, concluiu.
As novidades também serão vistas na parte física. Com a administração e depósitos ocupando um espaço no Bloco L, do Mini Campus, em breve a Edua estará de endereço novo. “No início do próximo ano iremos mudar para uma localização melhor, no ICHL (Instituto de Ciências Humanas e Letras), com melhor visibilidade. O depósito deve continuar no Mini Campus, mas terá sua infraestrutura melhorada e a administração irá para o novo espaço”, revelou.
Lançamentos 2017
Alguns dos títulos lançados esse ano pela EDUA foram: ‘A ciência náutica de Cristovão Colombo’, de Mário Ypiranga Monteiro; ‘Centenário de Djalma Batista – artigos e crônicas’, organizado por Edith e Marilena Limongi Batista e Renan de Freitas Pinto; ‘Formação de leitores – a pré-leitura no ensino de línguas’, de Wagner Barros Teixeira; ‘Garimpagem e mineração no Norte do Brasil’, de Francilene dos Santos Rodrigues; ‘Jornalismo e meio ambienta na Amazônia – a cobertura de eventos ambientais extremos pela imprensa escrita em Manaus’, de Allan Rodrigues; ‘O mercado de caça e pescado na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru’, de Moisés Tavares Pinto; ‘O povo das águas – ensaio de etno-história amazônica’, de Antonio Porro; ‘Repressões – exercícios teatrais, de Verônica Gomes e James Araújo; ‘Cabelos – cultura trabalho e tecnologia’, de Ricardo Nogueira; ‘Dinâmica urbana na Amazônia brasileira – espacialidades, ambiente e saúde’, de José Aldemir de Oliveira; e ‘Na trilha do enfrentamento da violência contra a mulher no Amazonas’, organizado por Dorli Marques, Elisângela de Oliveira e Neuler de Almeida, além 20 manuais de procedimento.
Histórico
A Editora da Universidade Federal do Amazonas (EDUA) foi constituída no Estatuto da Universidade do Amazonas elaborado em 1965 e aprovado pelo Decreto n. 66.810, de 30 de junho de 1970, mas só iniciou as suas atividades em 1990.
A editora foi criada como um projeto essencialmente cultural com o objetivo principal, mas não exclusivo de divulgar a produção científica, tecnológica, cultural e artística da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Consolidou-se nesses mais de 20 anos como uma das melhores experiências editoriais universitárias da região.
Embora a criação da EDUA se deva à necessidade de difusão da cultura e do conhecimento produzido pela Universidade Federal do Amazonas, atualmente ela se afirma como uma das principais editoras da região Norte do país, uma vez que sua atuação atinge toda a sociedade que não só recebe dela a publicação dos grandes temas amazônicos e do pensamento clássico sobre a própria região, como também submete a ela produtos para serem publicados.






