Novos concursos ficam suspensos até ajuste das contas, diz Bernardo

Em: 3 de janeiro de 2008
“A nossa decisão é segurar (a realização de novos concursos) até o momento em que tivermos reequilibrado as contas”
“A nossa decisão é segurar (a realização de novos concursos) até o momento em que tivermos reequilibrado as contas”

O governo federal irá suspender a realização de novos concursos para contratações de servidores públicos até que esteja seguro em relação à manutenção do equilíbrio das contas públicas. O Planalto anunciou que pretende reduzir seus gastos em R$ 20 bilhões para compensar parte das perdas causadas pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) -que deveria arrecadar cerca de R$ 40 bilhões só neste ano.

“A nossa decisão é segurar (a realização de novos concursos) até o momento em que tivermos reequilibrado as contas”, afirmou.

O minipacote de medidas compensatórias também prevê o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operação Financeiro) e CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido).
Segundo o ministro, os concursos já autorizados serão feitos. “Os concursos autorizados estão mantidos. Os novos não serão publicados enquanto não reequilibrarmos o Orçamento.”

Além da contratação de novos servidores públicos, os reajustes também serão afetados. É por essa razão que Bernardo voltou a defender a aprovação do projeto de lei que limita a 1,5% de aumento real para a folha de salários de todos os poderes da União.

“Continuo defendendo firmemente para fazer essa votação. Seria importante em um momento como esse”.

Segurança será poupada

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a área da segurança não deve sofrer cortes de investimentos em decorrência das medidas anunciadas pelo governo para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Tarso disse que não rece-beu nenhuma informação sobre cortes em sua pasta e ainda confirmou que será realizado no primeiro semestre deste ano um concurso público para a contratação de 3.000 policiais rodoviários federais.

“Creio que nós não teremos cortes. Nós temos de incorporar mais 3.000 policiais e quero fazer isso ainda este ano. Isto se Deus permitir e o Paulo Bernardo (Planejamento) concordar”, disse o ministro.

Ele afirmou ainda que os investimentos na Segurança representam execuções em programas sociais, considerados prioritários pelo governo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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