Tudo indica que 2020 sinaliza boas perspectivas para o setor primário. Os novos investimentos na ordem de R$ 5 milhões para crédito rural anunciados pela Caixa, alinhados a redução das taxas a partir de 3,9% a.a para pré-custeio de despesas do ciclo de produção dos produtores enquadrados no Pronamp (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural) animaram o setor primário no Amazonas.
Os recursos são destinados das culturas de soja, milho, algodão, arroz, feijão, mandioca e café, podendo contemplar, ainda, culturas específicas das regiões do país.
O presidente da Faea (Federação de Agricultura e Pecuária do Amazonas), Muni Lourenço, mostrou-se animado com os aportes. “É extremamente importante a ampliação da atuação das Entidades financeiras oficiais, como a CEF, no crédito rural e com taxas e condições favoráveis para o público do médio produtor, que representa uma parcela significativa da classe rural”.
Ele considera que medidas como esta estimulam o acesso dos produtores ao crédito e consequentemente fomentam o crescimento do setor primário. “Crédito rural desburocratizado e com juros baixos impulsionam a modernização e diversificação dos empreendimentos do agronegócio”, afirma.
No início deste ano, o setor divulgou o balanço da atividade em 2019 no Amazonas e indicou um crescimento na ordem de 17%. A performance positiva está ligada justamente às facilidades do crédito rural para o pequeno produtor o que serviu como estímulo para o aumento da produção das atividades do campo. Na ocasião, representantes do segmento no estado, consideraram que incentivos como estes, refletem em mais investimentos o que potencializam o segmento no estado.
De acordo com a CEF, a redução é 35% menor se comparada com a taxa máxima estabelecida no PAP (Plano Agrícola e Pecuário do Governo Federal). Demais produtores pessoas físicas e jurídicas poderão contar com taxas 39% menores, partindo de 4,9% ao ano. Já as agroindústrias e cooperativas terão disponíveis taxas a partir de 3,9% ao ano, representando uma redução de 51% em relação à taxa máxima estabelecida no PAP.
O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o aumento de recursos representa um valor cinco vezes maior que o contratado no mesmo período do ano passado. “Essa estratégia de expansão da atuação do banco no setor do agronegócio mostra, mais uma vez, que é possível reduzir as taxas de juros em benefício da população, contribuindo para o desenvolvimento econômico do país”, ressalta.
O titular da Sepror (Secretaria de Produção Rural do Amazonas), Petrucio Magalhães Júnior, também avalia como positiva a iniciativa e destaca a importância deste tipo de investimento para o setor.
"Muito boa a notícia divulgada pela Caixa. O Sistema Sepror está de portas abertas para traçar estratégias para que esse crédito chegue ao nosso produtor rural, ao interior do estado e, com isso, melhorar a renda e fortalecer o nosso Plano Safra AM”.
Ao destacar que sem incentivo não há crescimento ele estima um cenário favorável para o agronegócio no estado e um dos desafios é superar o PIB do agronegócio.
Além do PRONAMP Custeio, as novas taxas anunciadas pela Caixa englobam o PRONAMP Investimento 5,7% a.a, Demais Produtores 4,9% a.a, Agroindústrias e Cooperativas Custeio 3,9% a.a e Agroindústrias e Cooperativas Comercialização e Industrialização 3,7%.
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Demais produtores pessoas físicas e jurídicas poderão contar com taxas 39% menores, partindo de 4,9% ao ano. Já as agroindústrias e cooperativas terão disponíveis taxas a partir de 3,9% ao ano, representando uma redução de 51% em relação à taxa máxima estabelecida no PAP.
As condições são válidas até o encerramento do ano safra vigente, que ocorre no mês de junho de 2020, em todas as mais de 1.700 agências habilitadas a atuar com o crédito rural em todo o país.
Além das operações de custeio, a Caixa também disponibiliza taxas reduzidas para contratações de operações de investimento, comercialização e industrialização, que são variáveis de acordo com a atividade financiada, o prazo da operação, porte do cliente e seu nível de relacionamento com a Caixa
A Caixa conta com gerentes especializados no agronegócio, que atuam regionalmente com o objetivo de melhor atender os produtores, apoiando as agências, a rede de mais de 2.500 consultores rurais conveniados, e estreitando o relacionamento com entidades representativas do setor, como associações, federações e sindicatos rurais.
Por dentro
A safra 2020/2021 será o nono ano agrícola de atuação da Caixa no agronegócio. Neste período foram aplicados mais de R$ 37 bilhões em operações de crédito rural, destinados a quase 50 mil empreendimentos, atendendo aproximadamente 21 mil clientes pessoas físicas e jurídicas em mais de 1.220 municípios nas cinco regiões do país.







