Segundo a Abiad (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres) as empresas especializadas em nutrição enteral (alimentação por sonda), que serve para suprir as necessidades nutricionais de pessoas cuja alimentação pela boca é impossível ou insuficiente, movimentaram cerca de R$ 230 milhões no ano passado. O valor é 22% maior que os R$ 182 milhões registrados em 2006.
“Dessa área fazem parte nove empresas, das quais três brasileiras”, afirmou o presidente da Abiad, Carlos Eduardo Gouvêa. Ele explicou que o crescimento em taxas elevadas, sempre acima de 20% ao ano, tem se dado desde o ano 2000, quando as bases para a terapia nutricional se fortaleceram por meio de legislação específica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e do reembolso pelo SUS.
Público
alvo
O principal mercado consumidor é representado pelos hospitais, que têm se estruturado através das suas EMTNs (Equipes multiprofissionais em terapia nutricional). “Outro mercado emergente e que tende a crescer de forma expressiva nos próximos anos será o de Home Care, ainda sem legislação específica para efeito de reembolso, que deve ser revisado pelo Ministério da Saúde em breve, dentro da Coordenação de Alta Complexidade”, destacou.
“Além da alimentação, as empresas também fornecem sondas, bombas de infusão e seus equipos, o que hoje é estimado em cerca de 8% do valor movimentado no setor”, lembrou o dirigente.
Gouvêa observou ainda, que alguns setores terão destaque, principalmente em função do grande número de lançamentos: pediatria e dietas específicas. “O setor de dietas para uso pediátrico, embora ainda represente 7% do total, teve um crescimento de 35% em relação ao ano anterior”, finalizou.






