O “pibinho” e o abismo que nos separa do “pibão”

Em: 22 de novembro de 2013
Até dois anos atrás o Brasil fazia a festa. Faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nações que, como “bola da vez”, cresceram 9% ao ano na média
Até dois anos atrás o Brasil fazia a festa. Faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nações que, como “bola da vez”, cresceram 9% ao ano na média

Até dois anos atrás o Brasil fazia a festa. Faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), nações que, como “bola da vez”, cresceram 9% ao ano na média. Passada essa fase, o mundo volta seus olhos agora novamente para as nações desenvolvidas e outras nações emergentes.
O Brasil dos BRICS teve sua grande oportunidade desperdiçada. Agora, sempre na lanterninha do crescimento dos “emergentes”, colhe o que plantou na última década. A nível macro, o Brasil cresce na proporção de uma nação desenvolvida, consolidada, o que não é. Média de 3% ao ano, quando deveria crescer na proporção dos emergentes, 9% ao ano.
Há algo errado na política socioeconômica, que produz votos, mas não riquezas estruturadas. O que estraga o crescimento é a forma disfarçada de governar usando o ideário socialista, sem base para isso. Resultado: uma política populista para angariar votos.
Produção real, que é bom, não se vê. Fruto do protecionismo descarado para manter os impostos elevados. Com isto, bate-se recorde sobre recorde na arrecadação de impostos, com taxas maiores que o PIB dos emergentes.
Some-se a todos estes fatores o tamanho da máquina, que não para de inchar para acomodar os burocratas, amigos e protegidos. Resultado: atração de capital externo especulativo e pernicioso à nação, investimento real interno pífio, muito marketing, burocracia injustificada, indústria deteriorada. Futuro incerto.
Por outro lado, os bancos existentes hoje no Brasil, há uma década estão apresentando “lucro líquido” recorde, na casa dos bilhões. É a indústria que realmente dá certo no país. Só que sua lucratividade e “produção” não contam para o Produto Interno Bruto, fator que, bem nutrido, colaboraria para o verdadeiro crescimento e a melhoria da qualidade de vida do cidadão.
É esta discussão que se deve travar hoje no país, a pouco menos de um ano das eleições presidenciais. Que modelo os brasileiros querem: O “pibinho” que desemprega e atrasa ou o “pibão” que faz crescer, gera renda e melhora a qualidade de vida?
Será preciso contrariar os interesses de alguns poucos para que muitos ganhem.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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