O melhor é negociar, aconselha FCDL

Em: 31 de março de 2011
As facilidades do crédito e a falta de disciplina econômica levam muitos consumidores ao endividamento e inadimplência
As facilidades do crédito e a falta de disciplina econômica levam muitos consumidores ao endividamento e inadimplência

As facilidades do crédito e a falta de disciplina econômica levam muitos consumidores ao endividamento e inadimplência. De acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), divulgada na semana passada pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o percentual de famílias endividadas por causa de compras no cartão de crédito chega a 71,6%, seguido pelos endividamentos de carnês, 21,9%, e do financiamento do carro, 10,6%.
A pesquisa explica que o maior nível de endividamento pode estar relacionado com o aumento do custo de vida do brasileiro juntamente com a confiança elevada em relação a sua capacidade de pagamento.
Em comparação à realidade nacional os endividados amazonenses são um percentual mínimo. Mesmo assim, com a aproximação das datas “quentes” para o comércio local, como a Páscoa e o Dia das Mães, o presidente da FCDL (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, aconselha os endividados para que procurem negociar suas dívidas. Na prática, a federação vem buscando a parceria com a população e lojistas para manter o consumidor com crédito positivo por meio da campanha “Limpe seu Nome na Praça”. “No período de outubro a novembro realizamos a campanha em um mutirão que elimina bastante a inadimplência. Somente no ano passado, o volume de pessoas foi de 50 mil com nomes limpos em dois meses de campanha”, informou o presidente da FCDL. Outra saída sugerida pelo presidente da FCDL é ir à loja e tentar negociar. “Se não sabe onde comprou se dirija ao SPC, pois o sistema pode detectar para quem o consumidor está devendo”, explicou Assayag.
Por incrível que possa parecer, segundo o consultor empresarial Paolo Ramos, é simples sair da situação de endividamento, mas demanda esforço e tempo. “Existem duas formas de sair das dívidas: ganhando mais ou gastando menos”, afirma Ramos. Ele também concorda que o primeiro passo é renegociar. “Fazendo assim, a parcela caberá dentro do orçamento, além disso, permite guardar um pouco de dinheiro no fim do mês”, afirma. Segundo ele, economizar nas coisas mais simples pode levar a um saldo positivo, por exemplo, na hora das compras de supermercado onde se gasta mais . “O ideal é ir ao supermercado após se alimentar, pois a atitude de compra é comportamental. O ser humano tende a armazenar, sempre comprando um pouquinho a mais. Está comprovado que sem estar com fome, o consumidor gasta 20% menos”, explica o consultor.
Outra dica é anotar todos os gastos diários, desde o centavo do chiclete à parcela do carro. “Após três meses de anotações a pessoa saberá o valor médio de seu gasto diário e poderá compensar no dia seguinte o que foi gasto a mais e não somente no fim do mês”. Paolo Ramos explica que é necessário guardar, pelo menos, 10% do que se ganha, independente da dívida. “De resto, é manter disciplina porque assim você não só sai desta, como nunca mais entra em dívidas”, garante o consultor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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