Observadores internos do governo estadual e dos setores privados têm sido interlocutores da mais alta valia, haja vista ser constatada uma observação comum, ou no Amazonas todos os atores com envolvimentos, comprometimentos, responsabilidades, credores da sociedade em geral (governador, senadores, deputados federais e estaduais e vereadores) e, as classes empresariais e classes de trabalhadores, sobre o crescimento da economia regional, foram atingidas ou deveriam ser pelo sentimento do conjunto, do interesse de todos, em prol de defesa dos interesses do Estado e da sociedade, pois ninguém sozinho com poder e competência legal será capaz de solucionar os problemas e minimizar os riscos que a economia amazonense está exposta. A lição sempre será que o esforço e o trabalho conjunto poderão trazer resultados positivos. De modo geral, a questão primordial para o desenvolvimento econômico regional do Amazonas requer a participação de todos, principalmente daqueles que detém os conhecimentos científicos e tecnológicos que envolvem cada problema específico, mas para tanto, o Estado deverá desenvolver e adotar o efetivo mecanismo de gestão pública que é a técnica do Planejamento Econômico Estratégico, macro, setorial e sub-regional que promova prognósticos (que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo que pode indicar acontecimentos futuros, sintomas, indícios, ocorrências, ou simplesmente suposições, baseadas em dados da realidade, sobre o que deve acontecer, como elaborar diagnoses sobre o estado que a realidade se apresenta para acontecimentos futuros), para todas as regiões desse imenso espaço territorial do Amazonas.
No Amazonas todos sabem que o homem amazônico sempre atuou e fez interação com o meio ambiente para garantir sua sobrevivência, pois ele atua diretamente nos espaços territoriais como sua base, onde se encontram barreiras naturais, vias de penetração e demais características físicas de atrações que atuam sobre todas as formas no modo de vida do caboclo. Contudo, sobre o esforço de sobrevivência, o homem imprime à base física, ou seja, sobre o espaço territorial, sobre qual se apóia, certas configurações que conduzem a determinados padrões de ocupação e uso territorial. E tal esforço a partir de um processo de interação entre o homem, organizado em sociedade, e a natureza e o meio ambiente em todo, constitui-se na essência do processo de desenvolvimento econômico.
O desenvolvimento não é um fenômeno que surge e se manifesta ao mesmo tempo em todas as partes, mas sim em pontos esparsos desse espaço territorial ocupado pelo homem, haja vista com qual intensidade de atuação ocorrem as ações antrópicas, a diversidade dos potenciais econômicos que esse espaço é dotado, em conjunto com as demais variáveis geográficas, sociais, econômicas e ambientais que atuam nesse território. A inserção de processos de desenvolvimento econômico regional nesses espaços, resultantes de um macro-planejamento econômico estratégico poderá fazer com que o território amazonense se organize em uma configuração possível de uso e utilização sustentável dos potenciais específicos desses espaços, cujas tendências de transformações resultam da dinâmica com que se dá a articulação interna e externa dos diversos pontos do território, obedecendo ao deslocamento dos centros sub-regionais e até do centro regional hegemônico, que é Manaus, com seu poderio de mercado demandante e gerador maior de riqueza, que reflitam no próprio processo de desenvolvimento dessa sub-região.
O Planejamento Econômico Estadual e as Regionalizações – IV
Em: 13 de junho de 2011
Estratégia & Ação
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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