O terminal pesqueiro nas mãos dos evangélicos

Em: 16 de setembro de 2013
O terminal pesqueiro de Manaus, uma obra extremamente necessária para o armazenamento do pescado que chega dos rios e é destinado aos mercados e feiras da cidade, tem passado por várias fases desde que sua pedra fundamental foi lançada
O terminal pesqueiro de Manaus, uma obra extremamente necessária para o armazenamento do pescado que chega dos rios e é destinado aos mercados e feiras da cidade, tem passado por várias fases desde que sua pedra fundamental foi lançada

O terminal pesqueiro de Manaus, uma obra extremamente necessária para o armazenamento do pescado que chega dos rios e é destinado aos mercados e feiras da cidade, tem passado por várias fases desde que sua pedra fundamental foi lançada, mas jamais foi concluído.
A sina começou em 2005, quando o governo federal liberou cerca de 12 milhões de reais para construir o terminal. Esse valor não era suficiente para fazer a obra. Não havia também um terreno destinado a ela. Ficou acertado e conveniado, então, que a União repassaria esses recursos à prefeitura, que completaria o valor necessário para a construção, seria a responsável pela desapropriação do terreno e depois da conclusão doaria o terminal à União. Esta, por meio doa Ministério da Pesca, o equiparia e definiria o modelo de gestão.
O governo do Estado entrou com o projeto no valor de R$ 600 mil . A União exigiu que a Câmara Municipal aprovasse a doação antes do início das obras, o que foi feito.
A obra foi concluída em 2009, mas por razões até hoje não muito bem explicadas não foi feita a doação naquele ano nem nos três que se seguiram. Em outubro do ano passado finalmente o terminal foi entregue à União, via DNIT.
Cabe agora ao Ministério da Pesca, através do ministro Marcelo Crivela, fazer a sua parte: equipá-lo e colocá-lo para funcionar plenamente.
Na Semana Santa a Federação dos Pescadores, com o consentimento tácito da União, invadiu a área de desembarque do pescado e a colocou para funcionar, ainda que precariamente.
Ontem ao receber o terminal, o Ministro Crivela empossou o Conselho Gestor, a quem cabe geri-lo daqui para frente.
Finalmente, o governo federal está assumindo a sua parte.
O único senão que se pode observar no imbrólio, aparentemente resolvido, é que mais uma vez um órgão público do Amazonas ficará nas mãos dos evangélicos, afinal o ministro é bispo da Igreja Universal do Reino de Deus e seu representante aqui é indicado pelo deputado federal Silas Câmara (PSD), representante da igreja Assembleia de Deus.
Experiências semelhantes, de administração de evangélicos em órgãos públicos, não deram certo. A Amazonastur está aí para provar.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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