Obra de revitalização da malha viária na rotatória da Suframa causa fluxo de trânsito intenso e prejudica vendas do comércio no entorno. Empresários, moradores e trabalhadores locais reclamam da falta de fiscalização e ausência de sinalizações para facilitar o movimento dos carros nas vias. Comerciantes da localidade cobram presença mais efetiva de agentes do Manaustrans para facilitar a fluidez dos carros.
Segundo o gerente de venda Anderson Menezes de uma loja de baterias localizada na Avenida Tefé, próximo à bola da Suframa, desde a interdição de um trecho da avenida Danilo Matos Areosa, a venda e serviços do estabelecimento caíram 20%. Clientes que costumavam realizar serviços de troca de baterias de carro passaram a migrar para outros pontos da cidade. Ele conta, que a ausência de agentes do Manaustrans para orientar o trânsito em horários de pico, tem levado a grandes engarrafamento na via.
“No início da manhã quando as pessoas estão indo para o trabalho o congestionamento aqui é muito grande. Geralmente clientes que costumam realizar serviços cedo encontram muita dificuldade de chegar até aqui. E nos horário de picos o engarrafamento é tão grande que eles encontram dificuldade de estacionar. Isso tem feito as pessoas desistirem de vir para cá. Falta agentes de trânsito em horário de pico”, disse.
De acordo com o gerente comercial Mateus Azevedo, além da queda nas vendas, uma das maiores dificuldades é a chegada dos funcionários à empresa. Muitos trabalhadores moram na Zona Leste da cidade e utilizam transporte público que passam pela Avenida Buriti, no Distrito Industrial I, e precisam sair mais cedo para conseguir chegar no horário.
“Horário de meio dia e início da manhã aqui era cheio de clientes. Hoje caiu muito as vendas. Você nota os vendedores atendendo poucas pessoas. os clientes estão migrando para outros pontos da cidade. A Avenida Buriti já era congestionada antes da obra, e agora ficou muito pior. Não vemos guardas de trânsito para orientar e direcionar a passagem dos carros. Com as obras na Bola da Suframa ficou difícil para quem precisa passar por ela. Acredito que a obra é importante para melhorar a cidade, mas não existe orientação dos agentes de trânsito para dar agilidade. Muitos trabalhadores chegam até atrasado por conta disso”, conta.
Para o técnico de TI (Tecnologia da Informação) Gilberto da Silva, sair de casa para chegar ao trabalho, no Centro da cidade, tornou-se uma verdadeira viagem. Morador do bairro Nova República, com as vias congestionadas no horário das 6h às 8h da manhã, ele demora cerca de 50 minutos dentro do carro.
“Antes eu chegava em 25 minutos ao Centro. Isso vindo pela Avenida Buriti. O problema é que a redução do trecho da Bola da SUframa afunilou muito o trânsito. Pela manhã é uma desorganização muito grande. Falta orientação, sinalização e um trabalho que facilite a fluidez”,
Em nota, a assessoria do Manaustrans explicou, que uma equipe técnica do IMMU (Instituto Municipal de Mobilidade Urbana) formada pela gestão de trânsito de transporte, já estuda uma alternativa para o trânsito de veículos das ruas na região da rotatória da Suframa. Esse estudo engloba tanto veículos pesados, ônibus e veículos leves.
Pela primeira vez sendo realizada pela prefeitura de Manaus em parceria com a Suframa ( Superintendência da Zona Franca de Manaus), o recapeamento e revitalização das ruas do Distrito Industrial I, distribuídas em três lotes, vai custar cerca de R$ 136 milhões. Ao todo, 35 vias serão revitalizadas. A sugestão do diretor de Operações e Fiscalizações do IMMU, Stanley Ventilari, é que os condutores busquem outras opções durante o período de obras.







