Obras dependem de orçamento

Em: 20 de fevereiro de 2014
Governo do Estado diz que recuperação das vias com erosão precisa de recursos federais
Governo do Estado diz que recuperação das vias com erosão precisa de recursos federais

As obras de recuperação de vias do Distrito Industrial 2 que estão afetadas por forte erosão aguardam dotação orçamentária da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Pelo menos foi esta a interpretação do governo do Estado, por meio da Seinfra (Secretaria de Estado de Infraestrutura), depois de uma reunião na tarde de ontem com representantes da Seminf (Secretaria Municipal de Infraestrutura) e da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) para definir as ações relativas ao processo erosivo detectado na rua Palmeira dos Miritis e na avenida Puraquequara, entre outras, no Distrito Industrial 2, e que não estão inseridas no contrato em vigor entre Seinfra e Suframa para revitalização do sistema viário do Distrito Industrial 1.
Uma equipe de engenheiros foi enviada ao local para elaborar um levantamento da situação e com base neste levantamento será apresentado um relatório fotográfico e dos custos envolvidos para que essas vias sejam recuperadas. Segundo a Seinfra, esse relatório será apresentado à Suframa, que deverá providenciar a dotação orçamentária necessária para a realização das obras.
O secretário municipal de infraestrutura, Luiz Borges, e o subsecretário Orlando Holanda, já estiveram no local da erosão e constataram que será necessária uma obra de grande porte para recuperar a via, que já apresenta uma erosão de quase 20 metros de altura. Orlando explica que é preciso verificar quais obras serão necessárias. No entanto, o subsecretário reitera que aquela área pertence a Suframa e por ser uma obra de grande envergadura, precisará de investimentos altos, por isso ainda não é possível dar uma posição final. “Acredito que esta questão estará resolvida até a semana que vem para começar as obras”, afirma.
O presidente em exercício da Fieam, Américo Esteves, afirma que o ofício já foi protocolado à prefeitura. “O prefeito tem feito um belo trabalho e a Seminf se mostrou muito disposta a ajudar. Acreditamos que essa questão possa ser resolvida. Até por que é uma necessidade de Manaus, as indústrias do Distrito 2 não podem parar”, comenta.
O presidente da Fieam, Antonio Silva, que se encontra em Brasília, falou que a Federação tem buscado conversar com a Suframa, mas por conta dos problemas que a autarquia está passando não tem conseguido obter respostas. “Tem que ser resolvido agora. Essa via interrompeu de modo preocupante o tráfego de insumos. A prefeitura está ciente, esta sabendo e se mostrou disposta. Falamos com Orlando Holanda e ele foi no mesmo dia lá verificar o que ocorria”, comemora.
O presidente da Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas), Wilson Périco, reitera que a obrigação é da prefeitura e que acredita no trabalho do prefeito. “Isso é responsabilidade do poder público municipal. Se não tem recurso para fazer é uma coisa, mas o prefeito tem feito um excelente trabalho. As principais ruas estão com pavimentação melhor. A Cidade está melhor. Mas temos que olhar é que a cidade não são só essas vias e também compreende o Distrito Industrial 1 e 2”.

Prejuízos

Périco também lamentou prejuízos que os problemas de infraestrutura enfrentados pelo PIM trazem para a atração de novos investimentos. “Como você vai querer atrair investimentos se não oferece infraestrutura adequada para que esses investimentos aconteçam?”, questiona. Américo Esteves também colocou o problema de infraestrutura como maior entrave do modelo atualmente. “Traz um enorme prejuízo, é difícil mensurar quanto. Não só a questão das estradas, como dos portos. É algo que precisa ser visto mais a fundo”, comenta.
As entidades também afirmaram que só cabe a elas o papel de reclamar e acompanhar o desenrolar do caso. “No passado a Cieam fez um convênio com a Suframa, que buscou resolver essas questões, e resultou em uma ação do Ministério Público, colocando o Cieam e a Suframa, na figura dos seus gestores maiores, em uma situação ruim, por que o Cieam quis fazer algo que não era o papel dele fazer. Por isso hoje só cabe a nós reclamar e cobrar”, conta Périco.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar