Obras iniciadas esta semana no Pará devem ser concluídas até fim de 2008

Em: 7 de novembro de 2007
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, esteve em Altamira para vistoriar a obra. Ela vai custar R$ 90,2 milhões, que fazem parte do orçamento do PAC
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, esteve em Altamira para vistoriar a obra. Ela vai custar R$ 90,2 milhões, que fazem parte do orçamento do PAC

Começou na segunda-feira a aplicação de asfalto no trecho de 84,4 quilômetros da rodovia Transamazônica (BR-230) que liga as cidades de Altamira e Medicinópolis, no Pará. O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, esteve em Altamira para vistoriar a obra. Ela vai custar R$ 90,2 milhões, que fazem parte do orçamento do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).

Metade da obra deve ser concluída até o fim deste ano e a outra metade, somente no segundo semestre de 2008, por causa do período das chuvas na região, conhecido como inverno amazônico, que vai de janeiro a junho e impede os trabalhos na rodovia.

Esse é o primeiro trecho a receber parte dos R$ 950 milhões garantidos pelo PAC para a Transamazônica. De acordo com dados do Ministério dos Transportes, circulam na rodovia cerca de 580 veículos por dia. Desses, 60% são para transporte de carga, especialmente madeireiros. A conclusão da rodovia deve facilitar o escoamento da produção de cacau, leite, carne, grãos e madeira.
A pavimentação da Transamazônica é uma reivindicação antiga dos movimentos sociais da região.

A estrada foi implantada há mais de 30 anos, ainda na época do governo militar, e deveria integrar a região Norte ao Nordeste e ao centro-sul do Brasil, chegando até o Peru e o Equador. Ela começa em João Pessoa (PB) e vai até Benjamin Constant (AM), na fronteira Brasil/Peru, com um total de 4.962 quilômetros. Mais de 3.200 quilômetros estão nos Estados do Tocantins, Pará e Amazonas, trazendo o tráfego de todo o sistema rodoviário nordestino destinado à região amazônica.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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