Obras são as mais adiantadas do país

Em: 16 de agosto de 2011
Orçada em R$ 500 milhões, a Arena da Amazônia terá suas obras concluídas no primeiro semestre de 2013, de acordo com o cronograma traçado pela FIFA e coerente com o plano de metas do governo federal
Orçada em R$ 500 milhões, a Arena da Amazônia terá suas obras concluídas no primeiro semestre de 2013, de acordo com o cronograma traçado pela FIFA e coerente com o plano de metas do governo federal

Orçada em R$ 500 milhões, a Arena da Amazônia terá suas obras concluídas no primeiro semestre de 2013, de acordo com o cronograma traçado pela FIFA e coerente com o plano de metas do governo federal, segundo afirmou ao Jornal do Commercio o secretário estadual de Juventude, Esporte e Lazer, Júlio César Soares. As obras da Arena são as mais adiantadas do país e seguem as normas ambientais, cumprindo à risca o planejamento do comitê organizador da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e sob o monitoramento do governador Omar Aziz, que aposta em Manaus como sede dos jogos da Copa das Confederações de 2013, antecedendo a realização da Copa do Mundo programada para 2014 no Brasil, que será ponto de atração para quatro milhões de turistas, entre brasileiros e estrangeiros, que visitarão o país à época do evento futebolístico.
Conforme Júlio César, as obras, iniciadas em 4 de julho de 2010, empregam hoje 600 pessoas, mas garante que em 2012 serão 1.500 pessoas empregadas diretamente e pouco mais de 4 mil beneficiadas de forma indireta. “O acompanhamento de tudo o que acontece com as obras é bastante transparente, pois hoje o Amazonas figura entre os cinco Estados brasileiros com as obras mais avançadas para a Copa de 2014, já cumprimos vinte por cento do nosso calendário com a Construtora Andrade Gutierrez”, diz, explicando que em relação ao montante de recursos destinados ao empreendimento, R$ 400 milhões saem dos cofres federais, com a contrapartida de R$ 100 milhões do Governo do Estado.

Construção Civil gera mais emprego e renda na cidade com a Arena

Além de fortalecerem os negócios da Construção Civil, gerando emprego e renda na capital, as obras da Arena exigem mão de obra qualificada, o que leva o governo estadual a executar importantes programas com o objetivo de garantir a preparação técnica da massa de trabalhadores em ação na Arena. “Nós nos preocupamos com a qualidade dos trabalhadores dos mais diversos setores do empreendimento, desde o simples eletricista até o engenheiro”, comenta o secretário.
Outro ponto de destaque é a questão ambiental, considerada por Júlio César “uma questão de honra” do governo, desde a desmontagem do antigo estádio Vivaldo Lima que foi realizada sob critérios rígidos. “Desde o gramado até os refletores, tudo foi reaproveitado, com o governo atendendo as necessidades de trinta municípios que, dessa forma, melhoraram suas instalações esportivas”, salienta o secretário, informando que o projeto da Arena da Amazônia contempla o aproveitamento da água da chuva para o processo de irrigação do gramado do novo templo do futebol em Manaus.

Referência turística

O projeto também enfatiza o uso da energia eólica e da energia solar na estrutura da Arena. “Essa é a nossa satisfação verde, a nossa forma de demonstrar o nosso respeito ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável”, assinala, lamentando a forma equivocada “e discriminatória” como a imprensa nacional tem tratado a Arena da Amazônia. “As presentes ações do governo estadual são nossa resposta a órgãos como a Revista Veja, por exemplo, que chegou a dizer que a Arena seria um elefante-branco e não ficaria pronta dentro do prazo previsto”, critica, lembrando que a própria FIFA, quando do recente sorteio dos jogos eliminatórios da Copa 2014, indicou a Amazônia como referência turística para o mundo inteiro. “Isso desmonta os nossos críticos”, desabafa o secretário, para quem a Copa modernizará a infraestrutura urbana da cidade de Manaus com o surgimento de um novo aeroporto e a reforma do porto tradicional, além de um novo sistema de transporte. “Manaus vai evoluir quarenta anos em quatro graças a Copa”, sustenta.

As chances de Manaus para sediar a Copa das
Confederações

Para o deputado Marcos Rotta (PMDB), o Go-verno do Estado está fazendo com competência a sua parte com relação à infraestrutura visando o sucesso da Copa do Mundo de 2014. Segundo ele, o evento proporcionará à cidade toda a infraestrutura necessária para nivelá-la a algumas das grandes metrópolis do país, com um sistema viário eficiente e moderno, além de um centro histórico diferente, de acordo com as novas demandas turísticas.
“O governador Omar Aziz ainda vai surpreender a cidade com um elenco de novidades que vão mudar muito a nossa Manaus, ele está fazendo a sua parte e fará muito mais”, afirma o parlamentar, sugerindo que a Fifa realize somente em 2012 o processo de escolha da cidade que deverá sediar a Copa das Confederações de 2013. “Acredito que assim a Fifa teria condições de avaliar melhor as cidades que trabalham conforme o cronograma de entrega de suas arenas esportivas, pois não são apenas os interesses técnicos que devem se relacionar a esse evento”, opina.
Conforme o deputado, a Fifa precisa levar em conta outras demandas existentes e considerar, por exemplo, a Amazônia como estratégia referencial do próprio Brasil para o mundo. “A Copa das Confederações em Manaus, em plena Amazônia, com sua fantástica biodiversidade e seus atrativos turísticos, seria algo extraordinário”, destaca, pedindo ao presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter, que repense a questão.
A Fifa, diz Rotta, deve entender, além do mais, que as obras da Arena da Amazônia prosse–guem em ritmo acele–rado, à frente de outros Estados como o Paraná onde as obras da Arena da Baixada sequer foram iniciadas. “É preciso que o mundo veja e respeite com justiça o Amazonas”, conclui, garantindo que o Estado possui méritos para organizar o torneio preparatório para o Mundial de Futebol, pois está preenchendo um dos quesitos exigidos pela Fifa para definir a esco–lha da cidade-sede para a Copa das Confederações que é o cumprimento do cronograma das obras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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