Obras têm impulso com novos arranjos

Em: 16 de abril de 2012
Compromissos pretendem corrigir cerca de oito anos de defasagem da concretização do polo naval no Estado
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Compromissos pretendem corrigir cerca de oito anos de defasagem da concretização do polo naval no Estado

O processo para o início da execução das obras do polo naval –distrito 3– previsto para julho deste ano, ganhou agilidade com a integração do APL (Arranjo Produtivo Local) do setor naval, náutico e offshore do Amazonas aos arranjos produtivos da construção civil, reciclagem de resíduos sólidos e transporte hidroviário, formando a primeira rede de APLs, lançada na última sexta-feira (13) na sede da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas).
“O APL foi finalizado há um mês e nós resolvemos integrar porque a rede possibilita desenvolver o projeto de forma unificada. A construção civil vai cuidar das obras de infraestrutura viária, prédios, instalações, construções das obras dos estaleiros. O transporte hidroviário possibilita a movimentação de cargas, e o naval, a construção de embarcações”, explicou o secretário executivo de projetos da rede de APLs da indústria do Amazonas, Carlos Araújo.
Segundo ele, a abordagem sistêmica torna mais fácil o desenvolvimento do projeto pois facilita financiamento e visibilidade junto ao governo federal.
A expectativa, segundo Carlos Araújo, é de que juntos, os setores agregados, movimentem cerca de R$ 3,5 bilhões de financiamentos do governo e verba proveniente de fundos de investidores locais e internacionais.
Para a coordenadora nacional dos APLs do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Margarete Gandini, “a instalação da rede marca a mobilização das diferentes setores produtivos em prol de um projeto comum que é a construção do polo naval, mas desta vez interligada a outros setores produtivos”, disse.
Os compromissos firmados, de acordo com o presidente do Sindnaval-AM (Sindicato da Indústria da Construção Naval no Amazonas), Matheus Araújo, pretendem corrigir cerca de oito anos de defasagem da concretização do polo naval no Estado. “A reunião estruturou a governança da rede e a partir de agora conseguiremos definir diretrizes mais claras”.

Próximos passos

Ele detalha que representantes do setor naval devem se reunir na próxima semana com o governador do Estado, Omar Aziz, ‘startar’ os financiamentos e cumprir o prazo para o lançamento da pedra fundamental, no início do segundo semestre.
O estudo de viabilidade de acesso ao terreno escolhido para abrigar o distrito 3 realizado pela (Secretaria de Infraestrutura do Estado do Amazonas) já está em andamento.
Paralelo a essas ações, Carlos Araújo acrescenta que o primeiro movimento dos segmentos que formam a rede de APLs será iniciar a estruturação do projeto de desenvolvimento produtivo para determinar métodos estruturantes, eixos a serem contemplados com recursos e integração da estratégia naval com a política de desenvolvimento do país.

Outros APLs

Outros nove APLs estaduais já estão aprovados, segundo informou o coordenador do núcleo estadual dos APLs e diretor-presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), Valdelino Cavalcante.
“Chegamos num momento de equilíbrio no desenvolvimento do interior com a capacidade de produção do polo industrial, e arranjos como a produção de açaí, castanha, pneus a partir da borracha, o bacalhau da Amazônia mostram uma produção de matéria-prima no Estado e um produto com valor agregado, trazendo geração de emprego e renda para várias famílias no interior”, avaliou.
A expectativa é de que os APLs formem novas redes interligadas. “Linhas de crédito apropriadas a nossa realidade, barreiras protecionistas contra produtos importados, garantia de uma maior ocupação ficam facilitadas pela conexão dos APLs”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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