Observando “as ondas” criou empresa

Em: 22 de novembro de 2012
Arnaldo Rocha Neto, formado em Propaganda e Marketing (Unip), especialista em Gestão Estratégica e Economia de Negócios pela FGV, trabalhou como gerente de marketing de uma conceituada loja de eletrônicos da cidade
Arnaldo Rocha Neto, formado em Propaganda e Marketing (Unip), especialista em Gestão Estratégica e Economia de Negócios pela FGV, trabalhou como gerente de marketing de uma conceituada loja de eletrônicos da cidade

Arnaldo Rocha Neto, formado em Propaganda e Marketing (Unip), especialista em Gestão Estratégica e Economia de Negócios pela FGV, trabalhou como gerente de marketing de uma conceituada loja de eletrônicos da cidade, porém observando “as ondas”, como ele mesmo afirma, em 2010 se aventurou e criou a empresa Neotrends, especializada em consultoria e marketing.
Com dois anos de atuação na cidade, a empresa já é reconhecida por auxiliar e orientar grandes empresas na área de marketing, além de oferecer capacitação profissional com workshops, cursos e palestras. Já o jovem empresário se destacou no mercado e, hoje é solicitado por faculdades, empresas de tradição, órgãos ligados à indústria para palestrar sobre tendências de mercado, marketing, comportamento do consumo, mídias sociais, estratégias de conteúdo, viralizações e planejamento entre outros assuntos aliados às novas tecnologias, mercado e marketing.
“Costumo dizer que a Neotrends começou como um devaneio, virou sonho, formou-se em projeto e hoje, é a grande paixão da minha vida. É marketing, comunicação, tendências, projetos e, resumindo, somos uma empresa que cria e gera valor para quem trabalha e quem é atendida por ela. Superando expectativas, estatísticas e outras barreiras, mais uma empresa brasileira que chega ao seu segundo ano”.
Em entrevista ao Jornal o Commercio, Arnaldo Rocha Neto detalha mais um pouco sobre a realização desse devaneio.

Jornal do Commercio – Como foi idealizada a Neotrends?

Arnaldo Rocha Neto – Eu costumo dizer que a Neotrends nasceu quando eu parei de ouvir um pouco a minha cabeça e escolhi o meu coração. Trabalhar com marketing, comunicação e tendências sempre foi uma paixão. Fui gerente de marketing de grandes empresas e decidi largar a estabilidade e partir para a emoção. A nossa proposta é ser o elemento de inovação dos nossos clientes e parceiros. Desde a criação do nome, desenvolvimento dos serviços e gestão, tudo passou por um processo diferente do que se costuma ver no mercado. Atualmente, trabalhamos com planejamento estratégico, consultoria em marketing 3.0, comunicação digital, educação e sustentabilidade.

JC – A empresa em pouco tempo já passou por crises? Pensou em desistir?

ARN – Acabamos de fazer dois anos, no dia 1º de outubro. Ainda não passamos por nenhuma crise, mas ninguém aqui alimenta a ilusão que teremos um futuro somente de flores. O nosso modelo de negócios não é fechado e nem tem um fim em si mesmo. A Neotrends pode mudar e se reinventar, então, acredito que desistir dificilmente será uma possibilidade.

JC – Quantos empregos gerados? E de que forma é dividido o trabalho?

ARN – Atualmente, nossa equipe conta com sete pessoas. Cada um exerce uma função principal e temos liberdade e maturidade de opinar, criticar e até se envolver em outras áreas. Temos uma equipe de criação de conteúdo e monitoramento de redes sociais composta por um designer, redator, planner e videomaker. Temos também pessoas responsáveis por marketing, planejamento estratégico e o nosso financeiro/administrativo. Além da nossa equipe, temos parcerias com algumas empresas para desenvolvimento de projetos.

JC – Quantos clientes a empresa trabalha atualmente?

ARN – Atualmente, estamos atendendo empresas de varejo, construção civil, educação, cultura, alimentação e indústria.

JC – Esse ramo estava no plano da empresa?

ARN – Com uma visão mais ampla do nosso plano de negócios, entendemos que trabalhar com tendências sempre seria um grande desafio. Somos uma empresa nova, com serviços novos e num mercado inóspito como Manaus. A nossa ideia é proporcionar conhecimento para quem quiser nos ouvir, não temos medo de contar o que fazemos e como fazemos. Oferecemos cursos, palestras e workshops especialmente na área de marketing digital e já até trouxemos grandes nomes do mercado nacional. Neste ramo, a nossa missão é social. Geralmente, os cursos são precificados apenas para se pagarem. É também uma oportunidade de provocar as pessoas e empresas.

JC – É difícil trabalhar com eventos na cidade?

ARN – É difícil trabalhar com eventos educacionais porque as pessoas ainda não valorizam muito. Para compor uma palestra, compro vídeos e imagens, assino revistas caras, viajo para cursos e palestras, leio livros da área, acompanho uma série de sites, alugamos um bom local e cobramos apenas R$ 100 em média. Eu nunca fiz um curso livre relevante por menos de R$ 500. Os melhores e mais importantes eventos de marketing no Brasil não custam menos de R$ 2.000. Se analisarmos de maneira prática, a Neotrends investe muito em si mesmo e compartilha tudo que aprende. Quem é esperto, aproveita. Quem quer trabalhar com a gente ou ser um concorrente, aproveita. Entendemos concorrentes como parceiros de um mesmo mercado e não como adversários.

JC – A empresa trabalha com o marketing de outras empresas, planejamento e com a imagem das mesmas nas mídias sociais, como analisa esse mercado?

ARN – É um mercado que ainda vai crescer muito. É um caminho sem volta porque o valor de uma empresa, marca ou produto não é mais controlado por quem a faz, mas por quem a consome. Aos poucos, o mercado terá mais investimentos, clientes e concorrentes.

JC – Tem algum conselho para os jovens empresários que estão iniciando um negócio?

ARN – Usem as críticas negativas como combustível, não se concentrem em estatísticas de que empreender no Brasil é complicado e não confiem no próprio talento se não associado ao trabalho duro. Durmam menos do que vocês gostariam e não se prendam a horários comerciais, quem faz seu tempo é você. E, acima de tudo, se permitam errar.

JC – Qual o legado que a Neotrends pensa em deixar na cidade de Manaus?

ARN – Se eu tiver que resumir nossos serviços, nós somos uma empresa de criação de valor. Dentro disso, quem trabalha com a gente sabe que fazemos parte de Manaus e não estamos alheios aos seus anseios. Então, nossos projetos sempre pensam em somar e contribuir de alguma forma no social, educacional, cultural ou ambiental.

JC – Pensam em trabalhar com outras formas de negócio?

ARN – Nosso negócio é uma plataforma de inovação aberta. Estaremos com novos serviços em breve e serviços atuais reinventados. A Neotrends estará sempre em construção. Por isso que o caminho precisa ser relevante para todos que estão com a gente, uma vez que essa caminhada não tem fim.

JC – Observo que a sua forma de gerir é mais descontraída. Você acredita que isso influencia na finalização de cada meta a ser atingida? Isso pode interferir na relação chefe x funcionário?

ARN – Costumo brincar que minha gestão é através da chantagem emocional. Eles (funcionários) me amam, logo fazem o que é preciso para não me decepcionar. O que atrapalha não é a aproximação em si, é dar esta liberdade para a pessoa errada.Mas, o fato é que a relação é de extrema confiança e cada um tem noção da responsabilidade que cada um tem na melhoria da vida do outro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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