Arnaldo Rocha Neto, formado em Propaganda e Marketing (Unip), especialista em Gestão Estratégica e Economia de Negócios pela FGV, trabalhou como gerente de marketing de uma conceituada loja de eletrônicos da cidade, porém observando “as ondas”, como ele mesmo afirma, em 2010 se aventurou e criou a empresa Neotrends, especializada em consultoria e marketing.
Com dois anos de atuação na cidade, a empresa já é reconhecida por auxiliar e orientar grandes empresas na área de marketing, além de oferecer capacitação profissional com workshops, cursos e palestras. Já o jovem empresário se destacou no mercado e, hoje é solicitado por faculdades, empresas de tradição, órgãos ligados à indústria para palestrar sobre tendências de mercado, marketing, comportamento do consumo, mídias sociais, estratégias de conteúdo, viralizações e planejamento entre outros assuntos aliados às novas tecnologias, mercado e marketing.
“Costumo dizer que a Neotrends começou como um devaneio, virou sonho, formou-se em projeto e hoje, é a grande paixão da minha vida. É marketing, comunicação, tendências, projetos e, resumindo, somos uma empresa que cria e gera valor para quem trabalha e quem é atendida por ela. Superando expectativas, estatísticas e outras barreiras, mais uma empresa brasileira que chega ao seu segundo ano”.
Em entrevista ao Jornal o Commercio, Arnaldo Rocha Neto detalha mais um pouco sobre a realização desse devaneio.
Jornal do Commercio – Como foi idealizada a Neotrends?
Arnaldo Rocha Neto – Eu costumo dizer que a Neotrends nasceu quando eu parei de ouvir um pouco a minha cabeça e escolhi o meu coração. Trabalhar com marketing, comunicação e tendências sempre foi uma paixão. Fui gerente de marketing de grandes empresas e decidi largar a estabilidade e partir para a emoção. A nossa proposta é ser o elemento de inovação dos nossos clientes e parceiros. Desde a criação do nome, desenvolvimento dos serviços e gestão, tudo passou por um processo diferente do que se costuma ver no mercado. Atualmente, trabalhamos com planejamento estratégico, consultoria em marketing 3.0, comunicação digital, educação e sustentabilidade.
JC – A empresa em pouco tempo já passou por crises? Pensou em desistir?
ARN – Acabamos de fazer dois anos, no dia 1º de outubro. Ainda não passamos por nenhuma crise, mas ninguém aqui alimenta a ilusão que teremos um futuro somente de flores. O nosso modelo de negócios não é fechado e nem tem um fim em si mesmo. A Neotrends pode mudar e se reinventar, então, acredito que desistir dificilmente será uma possibilidade.
JC – Quantos empregos gerados? E de que forma é dividido o trabalho?
ARN – Atualmente, nossa equipe conta com sete pessoas. Cada um exerce uma função principal e temos liberdade e maturidade de opinar, criticar e até se envolver em outras áreas. Temos uma equipe de criação de conteúdo e monitoramento de redes sociais composta por um designer, redator, planner e videomaker. Temos também pessoas responsáveis por marketing, planejamento estratégico e o nosso financeiro/administrativo. Além da nossa equipe, temos parcerias com algumas empresas para desenvolvimento de projetos.
JC – Quantos clientes a empresa trabalha atualmente?
ARN – Atualmente, estamos atendendo empresas de varejo, construção civil, educação, cultura, alimentação e indústria.
JC – Esse ramo estava no plano da empresa?
ARN – Com uma visão mais ampla do nosso plano de negócios, entendemos que trabalhar com tendências sempre seria um grande desafio. Somos uma empresa nova, com serviços novos e num mercado inóspito como Manaus. A nossa ideia é proporcionar conhecimento para quem quiser nos ouvir, não temos medo de contar o que fazemos e como fazemos. Oferecemos cursos, palestras e workshops especialmente na área de marketing digital e já até trouxemos grandes nomes do mercado nacional. Neste ramo, a nossa missão é social. Geralmente, os cursos são precificados apenas para se pagarem. É também uma oportunidade de provocar as pessoas e empresas.
JC – É difícil trabalhar com eventos na cidade?
ARN – É difícil trabalhar com eventos educacionais porque as pessoas ainda não valorizam muito. Para compor uma palestra, compro vídeos e imagens, assino revistas caras, viajo para cursos e palestras, leio livros da área, acompanho uma série de sites, alugamos um bom local e cobramos apenas R$ 100 em média. Eu nunca fiz um curso livre relevante por menos de R$ 500. Os melhores e mais importantes eventos de marketing no Brasil não custam menos de R$ 2.000. Se analisarmos de maneira prática, a Neotrends investe muito em si mesmo e compartilha tudo que aprende. Quem é esperto, aproveita. Quem quer trabalhar com a gente ou ser um concorrente, aproveita. Entendemos concorrentes como parceiros de um mesmo mercado e não como adversários.
JC – A empresa trabalha com o marketing de outras empresas, planejamento e com a imagem das mesmas nas mídias sociais, como analisa esse mercado?
ARN – É um mercado que ainda vai crescer muito. É um caminho sem volta porque o valor de uma empresa, marca ou produto não é mais controlado por quem a faz, mas por quem a consome. Aos poucos, o mercado terá mais investimentos, clientes e concorrentes.
JC – Tem algum conselho para os jovens empresários que estão iniciando um negócio?
ARN – Usem as críticas negativas como combustível, não se concentrem em estatísticas de que empreender no Brasil é complicado e não confiem no próprio talento se não associado ao trabalho duro. Durmam menos do que vocês gostariam e não se prendam a horários comerciais, quem faz seu tempo é você. E, acima de tudo, se permitam errar.
JC – Qual o legado que a Neotrends pensa em deixar na cidade de Manaus?
ARN – Se eu tiver que resumir nossos serviços, nós somos uma empresa de criação de valor. Dentro disso, quem trabalha com a gente sabe que fazemos parte de Manaus e não estamos alheios aos seus anseios. Então, nossos projetos sempre pensam em somar e contribuir de alguma forma no social, educacional, cultural ou ambiental.
JC – Pensam em trabalhar com outras formas de negócio?
ARN – Nosso negócio é uma plataforma de inovação aberta. Estaremos com novos serviços em breve e serviços atuais reinventados. A Neotrends estará sempre em construção. Por isso que o caminho precisa ser relevante para todos que estão com a gente, uma vez que essa caminhada não tem fim.
JC – Observo que a sua forma de gerir é mais descontraída. Você acredita que isso influencia na finalização de cada meta a ser atingida? Isso pode interferir na relação chefe x funcionário?
ARN – Costumo brincar que minha gestão é através da chantagem emocional. Eles (funcionários) me amam, logo fazem o que é preciso para não me decepcionar. O que atrapalha não é a aproximação em si, é dar esta liberdade para a pessoa errada.Mas, o fato é que a relação é de extrema confiança e cada um tem noção da responsabilidade que cada um tem na melhoria da vida do outro.







