O número de vagas no mercado de trabalho do Amazonas aumentou 62% na comparação dos semestres de 2009 (5.769) com 2010 (9.320), com uma pequena retração de 8% na comparação entre o mês de junho de 2009 (1.496) e de 2010 (1.376). Segundo os dados do Sine/AM (Sistema Nacional de Empregos do Amazonas), o número de inscritos subiu 23% no primeiro semestre de 2010 (13.266), em relação ao mesmo período de 2009 (10.796). Em junho de 2010, o número de inscritos em relação ao mesmo mês de 2009, subiu 17%. Foram encaminhadas, durante esse período, 15.543 pessoas e empregadas 3.160. O número de colocados aumentou 93% em relação ao primeiro semestre de 2009.
Para o secretário-executivo da Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), Adilson Vieira, o aumento no número de vagas e de colocados neste ano reflete o crescimento da economia amazonense e a demanda por profissionais de todas as áreas. “A Setrab dialoga com o Cetam [Centro de Atendimento Tecnológico do Amazonas], permanentemente, para que sejam ofertados cursos de qualificação de acordo com as vagas que não são preenchidas”, afirmou.
Segundo o presidente da Ftieam (Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Amazonas), Ricardo Miranda, há um grande abismo entre as vagas oferecidas e a qualificação dos trabalhadores no Estado. “No segundo semestre, haverá um ‘boom’ de empregos na indústria e os governos não estão fazendo nada para qualificar ou requalificar os trabalhadores para preencher essas vagas”, alertou Miranda.
Com opinião contrária, o 1º vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Mariano Félix, afirma que o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o Cetam procuram preencher as necessidades da indústria com os cursos de aprendizagem, qualificação e aperfeiçoamento em diversos setores, como metalmecânica, madeira e mobiliário, gestão, eletroeletrônico e construção. Para ele, não há esse abismo entre as vagas e os trabalhadores. “O que acontece é que na hora de preencher uma vaga mais complexa, que exija uma qualificação maior, a seleção é mais demorada”, rebateu Félix.
Conforme o 1º vice-presidente do Fieam, serão oferecidas nos próximos meses mais de 2.000 vagas para trabalhadores nas grandes indústrias de componentes do PIM (Polo Industrial de Manaus). “Não são funções complexas. Basicamente, o trabalhador precisa ter diploma do segundo grau e conhecimento das exigências da ISO 9001 [certificação de qualidade]”, salientou Félix.
Cursos gratuitos
A Setrab oferece cursos gratuitos na capital e no interior para os diversos setores, mas é necessário estar cadastrado em um dos postos de atendimento do Sine. Atualmente, são 16 cursos na capital e 25 no interior distribuídos em nove municípios. Entre os cursos oferecidos estão o de bombeiro hidráulico; pintor de obra; pedreiro de acabamento; metrologia básica; operador de empilhadeira; reparador de condicionador de ar split; auto cad; camareira; garçom; cuidador de idoso; depiladora definitiva; libras; hardware; inglês e espanhol básico.
A lista de cursos do Senai para Manaus está disponível no site www.fieam.org.br/senai. Há vagas para treinamento tanto na indústria como para a construção civil.
Pedidos de seguro-desemprego recuam 27%
Quanto aos pedidos de entrada no seguro-desemprego, foram registrados 100.857 em todo o Estado somente esse semestre. O número de habilitados a receber o benefício caiu 27%, no primeiro semestre de 2010 quando foram aprovados 37.588 pedidos contra 51.540, em 2009. Em junho de 2010, o número de habilitados a receber o seguro-desemprego em relação a junho de 2009, caiu 11%. Na comparação mês a mês, junho teve uma leve alta de 0,27% em relação a maio de 2010.
Segundo o secretário-executivo da Setrab, Adilson Vieira, o Governo do Estado procura fazer, em parceria com a Setrab e o Cetam, um programa de execução de trabalhos para que o mercado não fique sem mão-de-obra ou com um grande número de trabalhadores ociosos entre uma obra e outra.
“O gasoduto absorveu grande parte dos profissionais da construção. Após o fim dessa obra, os funcionários foram realocados para construção da ponte sobre o Rio Negro. Com a obra da ponte chegando ao fim, há um planejamento para encaminharmos esses trabalhadores para a Arena da Amazônia”, finalizou , ressaltando que o trabalho é fundamental para que não haja um grande número de profissionais desempregados de repente, mesmo que por pouco tempo.







