Existe um grupo de colunistas sociais que, há décadas escrevendo diariamente nas páginas dos jornais da cidade, já deixaram seus nomes na história da imprensa amazonense. Um deles é Alberto Lobato, há 22 anos colunista, acontecimento que ele comemora a cada ano com a entrega do prêmio Status Manaus, exatamente como nas comemorações do primeiro ano de sua coluna no Jornal do Commercio, onde começou.
“Depois do Jornal do Commercio fui para o Jornal do Norte e Diário do Amazonas, aí fiquei um tempo parado, então voltei em grande estilo para O Estado do Amazonas e em seguida fui para o Maskate”, recordou. Lobato também assinou quatro páginas na revista Manaus Magazine, da jornalista Denise Cabral dos Anjos, cuja história de décadas circulando periodicamente se mistura com o colunismo social baré. E Lobato ainda encontrou tempo para apresentar programas de TV, na extinta TV Amazônia, em seguida na TV Cidade (também Status Manaus) e TV Rio Negro, no programa Maskate na TV, com Miguel Mourão.
“E ainda fui promoteur das boates Moranguinho (no Ideal Club), Black Laser (no Rio Negro), Mikono’s, Hangar 39 e Crocodilo’s. A Moranguinho fez fama em Manaus nas décadas de 1950 e 60, mas estava fechada há mais de dez anos. Eu a reabri e meu pai pediu que a tornasse mais popular, e não elitizada, como era antes. A Crocodilo’s foi a que mais tempo fiquei: 14 anos. Em todas elas eu realizava festas aos domingos, a famosa domingueira”, listou.
Ultimamente fora dos veículos de comunicação, para os quais pretende voltar este ano, Lobato fez assessoria para vários políticos. “Trabalhei nas últimas eleições para um candidato a prefeito e este ano estou me dedicando a montar meu escritório de assessoria de imprensa”, contou.
Está faltando glamour
Enquanto organiza seu escritório, Lobato ensaia seu retorno à TV. “Estou em conversação com a TV Cidade e pretendo reativar o ‘Status Manaus’, que fazia bastante sucesso. E quero voltar a escrever para o jornalismo impresso”, falou.
“Acredito que está faltando glamour no colunismo social. Antes só a alta sociedade manauara conseguia ter suas fotos publicadas numa coluna social, e hoje você vê que não é mais assim. Mas amo ser colunista. Foi o que escolhi como profissão. E a gente tem que fazer o que ama. E ser colunista não é pra qualquer um. É preciso ter dom, ter ética”, ensinou.
Lobato gosta de contar que o pai foi um rico seringalista, que queria o filho seguindo a carreira jurídica. “Acho que ele queria que eu fosse um juiz ou um delegado, mas eu quis fazer jornalismo. Até fiz vestibular pra direito. Mas não era a minha área”, disse.
Agora o colunista se dedica a escrever um livro de memórias, no qual conta histórias vividas por ele, desde a infância, até chegar num problema de saúde. “Tive transtorno do pânico. Foi uma fase terrível da minha vida. Não desejo isso pra ninguém e com o livro quero ajudar a quem tem o problema. Quando vendê-lo irei doar a renda para alguma instituição que cuide de pessoas que tenham esse transtorno”, adiantou.
Durante a entrega do 22º prêmio Status Manaus, acontecido no final do ano passado, no restaurante Fiorentina da praça Heliodoro Balbi, com o jantar “Uma Noite Italiana”, Alberto Lobato entregou um dos 35 troféus ao Jornal do Commercio como o Jornal Tradicional de Manaus. “Você conta nos dedos os jornais do Brasil que têm mais de 100 anos e o JC já tem 113. Por isso a homenagem”, explicou.
Para Lobato, 2017 será o ano do ressurgimento. “Podem agendar ‘Status Manaus’ de volta à TV Cidade e coluna em jornal impresso. Aguardem”.







