Ônibus de São Paulo e Rio já possuem diesel menos poluente

Em: 7 de janeiro de 2009
A primeira fase do acordo judicial firmado entre MPF (Ministério Público Federal), empresas e órgãos federais para redução do nível de enxofre do diesel vendido no país está sendo cumprido
A primeira fase do acordo judicial firmado entre MPF (Ministério Público Federal), empresas e órgãos federais para redução do nível de enxofre do diesel vendido no país está sendo cumprido

A primeira fase do acordo judicial firmado entre MPF (Ministério Público Federal), empresas e órgãos federais para redução do nível de enxofre do diesel vendido no país está sendo cumprido. De acordo com os sindicatos de empresas de transporte coletivo de São Paulo e Rio de Janeiro, os ônibus que circulam nas duas cidades já estão sendo abastecidos com um combustível menos poluente e com quantidade de enxofre 90% menor do que o utilizado até o final de 2008.
Segundo o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado em setembro, a frota de ônibus das duas maiores cidades do país é primeira a usar o diesel menos poluente. Desde 1º de janeiro, eles não podem mais rodar com o combustível tipo S500 –com 500 partes de enxofre por milhão de partes (ppm) de diesel. Só podem usar o diesel S50– com 50 ppm de enxofre.
Representantes da Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro) e do SP-Urbanuss (Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo) afirmaram que a exigência está sendo cumprida. Segundo eles, apesar de toda polêmica envolvendo o assunto as empresas de transporte coletivo, mesmo não tendo assinado o TAC, estão fazendo sua parte.
“Os ônibus de todas as empresas já estão rodando com o diesel S50”, garantiu o gerente de Operações da Fetranspor, Guilherme Wilson, referindo-se aos cerca de 7.500 ônibus de 45 empresas cariocas de transporte coletivo urbano. “Agora, vamos analisar, ônibus por ônibus, o quanto a mudança no combustível reduziu a quantidade de poluentes emitidos”, informou.
De acordo Guilherme Wilson, pesquisas realizadas por algumas montadoras demonstram que o corte de 90% no nível de enxofre causa uma queda de 10% a 40% da emissão de particulas poluentes. Esse material particulado, disse Wilson, está entre as substâncias mais danosas ao ser humano emitidas pelos automóveis, ônibus e caminhões movidos a diesel.
“Ao que tudo indica, o abastecimento com diesel S50 está sendo feito”, complementou o diretor-executivo da SP-Urbanuss, Carlos Alberto de Souza.
Souza explicou que não foi possível consultar as 16 empresas filiadas ao sindicato para checar a adaptação. Afirmou, contudo, que seguramente a grande maioria dos 8.400 ônibus da frota paulistana já usa o diesel com menos enxofre.
O Ministério Público Federal, que acompanha o cumprimento do TAC, informou ontem que não há notícias sobre desrespeitos aos termos do acordo. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, todos signatários do TAC –Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), ANP (Agência Nacional do Petróleo), Petrobras e Ministério do Meio Ambiente– devem enviar relatórios sobre as ações tomadas para a adequação. Assim, o MPF poderá monitorar a questão.
A Petrobras, responsável pelo fornecimento do diesel, informou, em nota, que o abastecimento de diesel S50 é regular. Disse, entretanto, que o combustível está sendo importado para cumprimento do TAC. A ANP, que regula a distribuição de combustível no país, também informou que, até agora, não há notícias sobre descumprimento do acordo. De acordo com a agência, equipes de fiscalização vão acompanhar o cumprimento de todas as fases do termo firmado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, as próximas fases do TAC preveem para 1º de maio a substituição de todo diesel vendido em Belém, Fortaleza e Recife, e em agosto, em Curitiba.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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