Opep corta produção de petróleo em 520 mil barris

Em: 11 de setembro de 2008
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) recuou na quarta-feira e decidiu reduzir sua produção real de petróleo em 520 mil barris diários nos próximos 40 dias para cumprir sua cota oficial
A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) recuou na quarta-feira e decidiu reduzir sua produção real de petróleo em 520 mil barris diários nos próximos 40 dias para cumprir sua cota oficial

A Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) recuou na quarta-feira e decidiu reduzir sua produção real de petróleo em 520 mil barris diários nos próximos 40 dias para cumprir sua cota oficial. A informação foi divulgada pelo presidente do cartel, Chakib Khelil.
“Acredito que após os cálculos, será um corte de 520 mil barris diários na produção” real, destacou Khelil. A Opep resolveu manter a cota oficial adotada em setembro de 2007, de 28,8 milhões de barris diários, exceto por Iraque, isento de cota, e Indonésia, que abandonou o cartel.
A decisão ocorreu um dia depois de Khelil afirmar, na terça-feira, durante reunião ministerial, que a organização não cortaria suas cotas de produção. Mesmo com a recente queda dos preços da commodity, o grupo afirmou que preferiu o corte porque “o mercado está muito abastecido”. A Opep decidiu “cumprir com as cotas de produção de setembro de 2007 (ajustadas para incluir os novos membros, Angola e Equador, e excluir Indonésia e Iraque), totalizando 28,8 milhões de barris diários, o que os países membros se comprometeram a cumprir estritamente”.
A Organização teme que um mercado assim, em tempos de desaceleração econômica mundial, gere um colapso nos preços.
Ontem, Khelil afirmou que manteria “o nível de produção onde estamos agora”, pouco antes do início da 149ª Conferência ministerial da Opep.
Além do recuo na produção, o saudita destacou a saída da Indonésia do grupo. “É com desilusão que comunicamos a decisão da Indonésia de suspender sua participação plena na organização”.
Na terça-feira, na ICE (InterContinental Exchange) de Londres, o barril do Brent para entrega em outubro caiu abaixo dos US$ 100 pela primeira vez desde o dia 2 de abril, chegando a ser negociado a US$ 98.94. No fim do pregão, recuperou US$ 3.10 e fechou a US$ 100.34, US$ 47 abaixo de seu recorde máximo -de US$ 147.50 alcançado no dia 11 de julho.
Em Nova York, o barril do West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega no mês de outubro perdeu US$ 3.08, encerrando cotado a US$ 103.26.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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