A “Operação Estocolmo”, desencadeada pela Polícia Civil, com apoio da Polícia Federal para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes, começa a causar estragos nos negócios do empresário Waldery Areosa. Prestes a funcionar no próximo ano, o Colégio Séculos, localizado na Ponta Negra, de propriedade de Waldery, já começa a registrar desistência de matrículas de alunos que já estavam se preparando para estudar no novo e mais caro colégio da cidade. A mensalidade mais barata está em torno de R$ 2.600. Os desistentes confirmam que tiraram seus filhos após o escândalo da “Estocolmo”.
Constrangimento
Um outro negócio de Walderi que também poderá sofrer algum revés é um prédio que está sendo construído para abrigar setores do Tribunal de Justiça do Amazonas. Fontes da coluna confirmam que após a divulgação do possível envolvimento do empresário com a rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, alguns desembargadores disseram que ficariam constrangidos em fazer negócios com Waldery.
Paparicado
Retornando, ontem, às atividades parlamentares de terno novo, o vereador Hissa Abrahão (PPS), eleito vice-prefeito, nunca tinha sido tão paparicado pelos colegas vereadores. Por alguns momentos ficou difícil se aproximar do edil. Uma vereadora chegou a dizer que queria apenas parabenizá-lo pela eleição, mas ao ouvir os pedidos de emprego feitos pelos colegas, ficou constrangida, deu meia volta e retornou a sua bancada.
Clima bom
O prefeito eleito Artur Neto (PSDB) não conseguiu comparecer à reunião da bancada do Estado em Brasília, anteontem, por causa de sua prestação de contas ao TRE, mas tem mantido contato constante com o coordenador Eduardo Braga (PMDB). Os dois conversaram por telefone pelo menos dez vezes nestes dois últimos dias e todos os pleitos com relação às emendas parlamentares foram aprovados pela bancada. O clima ameno entre os dois deve continuar até o início da campanha de 2014.
Amenidades
Aliás, com ausência apenas da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), em viagem oficial à China, o encontro dos parlamentares transcorreu sem nenhum incidente ou discussão, ao contrário das vezes anteriores. Durante quase duas horas, eles decidiram tudo o que tinham para decidir rapidamente e depois se dedicaram a amenidades. Passaram a maior parte do tempo brincando com a troca de comando na coordenação, um jogando para o outro a tarefa.
Definitivo
Eduardo Braga afirmou categoricamente que não continuará na liderança, apesar de até Francisco Praciano (PT), seu maior crítico na bancada, dizer que, se ele quisesse, o apoiaria para continuar, desde que as reuniões fossem mais frequentes. E é justamente a falta de tempo para reunir que Braga alega para deixar a função de coordenador.
Atrasada
Os jornalistas que cobriam a reunião duvidaram que a deputada Rebecca Garcia (PP), em rota de colisão com Braga, comparecesse à reunião. Afinal, ela ocorria no gabinete da liderança do governo no Senado, território dele. Depois de alguns momentos de tensão, ela chegou, com 20 minutos de atraso e foi saudada pelo senador com boas-vindas, o que quebrou logo o gelo entre eles. Não houve o atrito esperado.
Sem recuo
A Câmara Municipal de Manaus vai comprar mesmo o novo painel eletrônico do plenário, ao custo de R$ 1 milhão. O presidente Isaac Tayah (PSD) esperava apenas pela manifestação do Tribunal de Contas do Estado para homologar a licitação realizada no último dia 19, que terminou com a vitória da empresa gaúcha Imply, a única que compareceu à concorrência. A maioria dos vereadores entende que o desgaste será grande.
Unanimidade
O vereador eleito Bosco Saraiva (PSDB) telefonou, ontem, para o presidente Isaac Tayah e para o vereador reeleito Wilker Barreto (PHS), que disputam com ele a presidência. Sondou os dois sobre a possibilidade de um acordo que garantisse a aclamação do novo mandatário, em chapa única, obedecendo a proporcionalidade das bancadas. Disse que tinha autorização do prefeito eleito, Artur Neto, para fazer a sondagem.
Martelo
Tayah e Barreto admitem recuar, depois de uma conversa com Artur. Bosco se comprometeu a marcar o encontro ainda esta semana. Se isso de fato acontecer, restará convencer o PT, que mantém a candidatura de Waldemir José, mas pode também recuar se for contemplado com cargo na Mesa Diretora, dentro do critério da proporcionalidade. O prefeito eleito tem o martelo na mão para definir a parada.
Federal
O governador Omar Aziz (PSD) vê com bons olhos a posse do vereador Marcel Alexandre (PMDB) como deputado federal. Disse isso a ele ontem, em função da especulação de que Rebecca Garcia e Pauderney Avelino (DEM) podem se licenciar para assumir secretarias no Estado e em Manaus. Alexandre é o quarto suplente, mas o segundo, Eron Bezerra (PCdoB) já disse que não assume e o terceiro, Plínio Valério (PSDB) mudou de partido e perdeu o direito de assumir.






