Uma das principais marcas da região Norte do país é o forte artesanato indígena. Confeccionadas a partir de sementes, madeiras certificadas e couro de peixes, as peças feitas por artistas autônomos de pequenas empresas ganham destaque no Pavilhão Amazônia durante a sétima edição da Fiam 2013 – Feira Internacional da Amazônia.
Distribuídos em uma tenda climatizada de 1.200 metros quadrados, o espaço será dividido em cinco áreas principais, com exposição e comercialização de artesanato, produtos alimentícios orgânicos, artes plásticas, livros, publicações, CDs e DVDs com temática amazônica.
Organizado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) com apoio de outros órgãos federais, estaduais, municipais, entidades de classe e empresas, mais de cem empresas e artesãos do Norte estão confirmadas para esta edição. “O nosso papel vai além de apoiar apenas o grande empresário. Esse já conhece seu mercado e tem suas próprias regras de venda. Os pequenos, sim, precisam de nossa orientação”, destaca o coordenador geral de Promoção Comercial, Jorge Luiz Moreira Vasques.
Segundo ele, tanto o público quanto os expositores farão um intercâmbio de informações que mudará o modo como veem o artesanato nacional. “De Roraima, por exemplo, são mais de 45 pessoas que vêm exclusivamente para participar da Fiam”, adianta o representante. Entre empresários, técnicos, consultores e artistas, o grupo roraimense vai mostrar produtos e serviços de seu Estado em um dos maiores encontros econômicos da Amazônia.
De Manaus, cerca de 20 artesãos amazonenses também participarão da Feira que será realizada no Studio 5 Centro de Convenções. De acordo com a titular da Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho), Francinete Lima, a entidade priorizou profissionais que possuem a Carteira Nacional do Artesão – instrumento que tem como principal vantagem o acesso à Nota Fiscal Avulsa de Emissão Eletrônica (e-NFA). “Assim, o artesão pode vender seu produto em grande quantidade dentro das normas da lei e participar de outras feiras e eventos”, comenta.
Além de expor produtos confeccionados a partir de matéria-prima regional, o artesão que estiver na Feira também vai apresentar produtos confeccionados com materiais reciclados e reutilizáveis, que são descartados e reaproveitados, buscando assim preservar o meio ambiente.
O Pavilhão Amazônia estará aberto para visitação, com entrada franca, nos dias 28, 29 e 30 de novembro. Dia 28 a partir das 17 horas e nos dias 29 e 30 das 15 às 22 horas.
Rodada de Negócios
Com a participação do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) dos nove Estados do Norte brasileiro, os encontros marcados entre empresas devem gerar contratos nacionais e internacionais. “As rodadas de negócios servem para estreitar as relações comerciais e amadurecer o artesão local”, ressalta o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Amazonas, Antônio Silva.
As inscrições foram feitas pela internet e encerradas no último dia 19 para empresários de toda a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). “A Rodada de Negócios é voltada a micro e pequenos empresários que possuem produtos fabricados com matéria-prima amazônica”, diz.
Segundo ele, durante essas rodadas, micro empresários podem conquistar contratos que, quando bem atendidos, podem ser prolongados por anos. “Os artesãos que já têm capacidade de exportação se inscreveram e terão a oportunidade de negociar com grandes empresas de diferentes lugares do Brasil e do mundo”, comenta Silva.
“O objetivo é aproximar os micro e pequenos empresários a empresas nacionais e internacionais interessadas em comprar produtos amazônicos, com foco na geração de negócios, tanto imediatos, quanto de médio a longo prazo”, completa Vasques.
Este ano estão confirmadas 28 empresas âncoras (compradoras de produtos e serviços). Vinte delas são nacionais, dos Estados de Alagoas, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, e oito são internacionais, vindas da Alemanha, Angola, Argentina, Equador, Espanha, Itália, Trinidad & Tobago e Uruguai. Entre os produtos procurados pelas empresas, estão o artesanato (geral e indígena), biojoias, alimentos e bebidas, frutas, horticultura, móveis, artefatos de madeira, fitoterápicos, óleos vegetais, ervas e moda em geral.
A expectativa, segundo Vasques, é aumentar em 20% o valor de negócios imediatos em relação ao último evento, que registrou o valor de US$ 13,1 milhões, com a participação de 26 empresas âncoras e 136 empresas ofertantes. “A agenda de reuniões da Rodada de Negócios é formulada pensando no reconhecimento do artesão como profissional e uma forma de gerar emprego e renda para a Amazônia Legal”, diz o representante da Suframa.
A Rodada de Negócios ocorrerá no dia 28 de novembro, das 8h30 às 17h30, no Salão Nobre do Studio 5.
Outros atrativos:
Além de artesanato, o Espaço Cidadania também é um dos serviços oferecidos dentro do Pavilhão. A finalidade é apresentar programas sociais desenvolvidos por instituições sem fins lucrativos.
Um estande cultural com a participação de editoras está confirmado. Entre os dias 28 e 30, escritores e músicos independentes devem passar pela tenda para comercializarem a sua produção. “No fim, conseguimos reunir os destaques na Amazônia em uma área da feira que já é maior do que a experiência de 2011”, comemora Vasques.
A programação musical, oferecida pela ManausCult, terá como atrações os cantores Serginho Queiroz, Lucinha Cabral, Adriano Lima e Zezinho Correa, que farão suas apresentações às 18 horas nos três dias de exposição.






