Orçamento prevê R$ 5 milhões

Em: 4 de janeiro de 2008
Sebastião Assante é homem de poucas palavras, apesar de ter sido o secretário de Comunicação da prefeitura, mas é como secretário de Cultura que diz a que veio
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Sebastião Assante é homem de poucas palavras, apesar de ter sido o secretário de Comunicação da prefeitura, mas é como secretário de Cultura que diz a que veio

O jornalista Sebastião Colares Assante dirige a Semc (Secre-taria Municipal de Cultura) depois de passar primeiro pela Semcom (Secretaria Municipal de Comunicação). Nascido em Manaus e formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Amazonas, hoje é acadêmico de Direito, mas já foi presidente do Sindicato dos Jornalistas e da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). O secretário falou dos principais projetos que a Semc pretende implementar neste ano.

Jornal do Commercio – Quais serão os grandes eventos culturais patrocinados pela Secretaria Municipal de Cultura em 2008?

Sebastião Assante – Vamos continuar com o Projeto Regatão, que deve ganhar uma roupagem nova de ampliação dos cursos que estamos levando para as periferias de cultura popular. Em 2007, promovemos 57 cursos e certificamos 1.320 alunos, que participaram das nossas oficinas, e o resultado foi o melhor possível. Para este ano, além do Regatão, que já dispõe de R$ 300 mil em verbas, vamos implantar a Escola de Arte Politheama, onde pretendemos qualificar mão-de-obra, formar novos instrutores em nível médio em várias áreas de artes e especialização em figurinos, camareiras, serralherias etc…

Queremos atender também as escolas de samba, o festival folclórico, que embora tenhamos muitas pessoas trabalhando nessas áreas, mesmo assim requer um pouco mais de profissionalismo. O Regatão fez um prospecto em toda a cidade e encontramos uma série de dificuldades em relação à mão-de-obra qualificada.

JC – E a grande novidade em relação às artes, qual será?­

Assante – Vamos incrementar as bandas de Carnaval, que vão receber este ano um novo conceito, para que se transformem na representação legítima do Carnaval de rua de Manaus, premiando temas culturais dos bairros e, a partir daí, vamos premiar também o melhor folião isolado e blocos. Essas bandas têm um grande canal para resgatar o Carnaval de rua da cidade e este será o grande projeto que vamos promover aqui na Secretaria Municipal de Cultura.

JC – Qual é o orçamento da Secretaria Municipal de Cultura?

Assante – Temos um orçamento previsto de R$ 5 milhões, mas estamos criando uma Associação Cultural das Artes de Manaus, que vai captar parceiros e recursos no sentido de complementar este orçamento. Já a partir deste mês, nós vamos visitar as indústrias do Distrito e as empresas comerciais, o que já começamos e a receptividade foi a melhor possível. Também estamos oferecendo uma contrapartida, porque as empresas poderão ter abatimento em imposto de renda.

JC – O que os artistas de Manaus podem esperar de sua secretaria?

Assante – Vamos fazer a segunda edição dos CDs, só que agora vamos estabelecer critérios, que serão publicados em edital, para evitarmos qualquer tipo de influência política que possa comprometer a qualidade desse trabalho. Vamos também incentivar a gastronomia da região, que é tão mágica, mas é pouco divulgada, porque as pessoas conhecem apenas os peixes, e nós temos outras coisas, como o café regional, que também faz parte da nossa cultura e precisamos incentivar mais.

JC – Qual é a maior dificuldade para que o artista local possa viver de sua própria ar­te?­­­

Assante – É a divulgação, porque o apoio, eles estão começando a receber. A política desenvolvida pela Prefeitura de Manaus, de priorizar a cultura popular, fez uma mudança radical em tudo aquilo que estava se fazendo na cidade. Nós saímos do Largo de São Sebastião e chegamos em todas as periferias das zonas da cidade. Hoje, nós sabemos que em Manaus existe doze etnias indígenas, com cerca de vinte mil pessoas, desenvolvendo um trabalho de valorização de suas culturas.

JC – Existe algum trabalho voltado exclusivamente para esta questão?

SA – Nós percebemos isso e pretendemos realizar um seminário, um encontro, no qual queremos conhecer as idéias deles, sobre o que eles pensam, o que desejam, quais suas reivindi

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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