A economia na capital amazonense fecha o 1º semestre do ano de forma estável. As expectativas foram alcançadas de acordo com especialistas e representantes da indústria, comércio e serviços.
De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco o resultado do 1º semestre ficou dentro do esperado. “Como já se esperava não houve surpresas nos indicadores de desempenho industrial neste semestre que se finda, mas para o próximo temos uma forte expectativa com o Polo de Duas Rodas e uma boa aposta nos produtos eletroeletrônicos já para 2014 com o evento da Copa do Mundo”.
Mas, na análise do economista, Ailson Nogueira Rezende o PIB caiu no período de janeiro a junho e o endividamento familiar desmotivou o comércio que reflete na produção industrial. “É necessário medidas governamentais efetivas para promover a recuperação do consumo interno que sofre com a valorização do dólar, afetando diretamente o custo dos produtos que utilizam insumos importados, acarretando retração no comércio que já sofre com os produtos chineses”, alerta o economista.
A China
Ailson Resende lembra que a China cosegue colocar seus produtos em qualquer lugar do mundo pela metade do preço praticado no mercado. “Hoje os produtos chineses são comercializados pelo mundo a fora por 50% dos preços praticados no comércio, pois não possui uma carga tributária alta incidindo sobre suas mercadorias”. Ele ainda disse que a Copa das Confederações foi um termômetro para medir o consumo de televisores, que ficou abaixo da média de vendas 2012. “No passado o televisor era o único aparelho para transmissão de imagens e som, mas hoje com as novas tecnologias portáteis a tendência é de se inverter o volume de compras”.
De acordo com o assessor de economia e membro da diretoria da Fecomércio, José Fernando Pereira da Silva Manaus é uma cidade que possui um comportamento diferente das demais capitais. Historicamente o resultado do 2º semestre é muito melhor se comparado com o resultado do 1º semestre, “Manaus é repleta de vocações, onde há vagas sobrando e não há registro de desemprego no comércio local diante de um crescimento real de 2,5% (descontada a inflação)”.
José Fernando disse que o comércio está em euforia com a expectativa de receber um reforço de R$ 2 bilhões com os programas Minha Casa Minha Vida e Minha Casa Melhor, ambos da Caixa Econômica Federal. “Há uma grande expectativa com dois programas federais fomentando o comércio local”.







