Chegou dezembro e com ele a temporada de celebração e comemoração com as festas de fim de ano. O período que era para ser de otimismo, tem sido de preocupação para os representantes que atuam no ramo de panificação em Manaus. As agendas para as tradicionais ceias natalinas estão abertas, mas a procura por pedidos ainda não alavancou.
A proprietária da padaria Requinte, Zeina Russo, por exemplo, informou ao Jornal do Commercio que a procura e o movimento estão tímidos para o período. “Por enquanto, a demanda por produtos típicos do Natal como panetones, encomendas de ceias natalinas está fraco. Com os jogos as vendas caíram muito”, disse.
O otimismo da empresária é que o aquecimento comece a partir do fim desta semana. “A aposta é que as vendas melhorem, pois além da padaria, com a venda de produtos da época em alta teus como panetones , chocotones , rabanadas doces e salgados as cestas e ceias natalinas, trabalhamos com coffee break corporativo e empresarial. E esta semana começaram as encomendas ainda de forma tímida”, afirmou ela, ao destacar que a sazonalidade representa um bom incremento para o setor.
O empresário Franklin Teixeira, dono da Frank Pan, admite que a demanda está abaixo do esperado se comparada a mesma temporada de 2021. “Eu estou um pouco apreensivo este ano sobre a procura devido a situação política e econômica que estamos enfrentando no país. Eu trabalho com ceias natalinas e geralmente promovo um almoço para apresentar o cardápio do referido ano, porém, até o momento ainda está devagar.
A padaria está com opções tradicionais onde o kit de ceia natalina para seis pessoas sai por R$ 550 e para 15 pessoas R$ 1.250. Com um cardápio variado que inclui lasanha, strogonoff, arroz à grega, farofa natalina, creme de camarão e de brinde uma torta doce decorada.
Para Glleydson Lessa Lima, que atua no ramo, é natural que as vendas ainda não ganharam impulso, pelo menos na zona Norte, onde ele tem uma padaria, segue na mesma esteira, porém dentro de outra realidade. “As pessoas que moram nessa localidade, elas mesmas preparam as ceias delas com o cardápio mais acessível, inclusive de substituição de produtos. Itens alimentícios associados ao Natal estão muito caros, ou seja, cestas ou ceias natalinas estão com altos custos. As pessoas mais simples não estão com condições financeiras para investir num cardápio mais arrojado”, ressaltou.
Setor segue otimista
Apesar do cenário ainda aquém do esperado, o presidente do Sindipan (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Amazonas), Carlos Azevedo, a previsão é de que as vendas ocasionadas pelo Natal sejam 19% superiores às do mesmo período do ano passado. “O período natalino, realmente é um excelente período de vendas de produtos panificáveis, produtos natalinos e as panificadoras investem bastante em ceias de natal , doces, salgados, kit de festas, etc. É uma época de grande oportunidade para os empresários que estão preparados para atender o cliente”, assegurou. “O mês de dezembro traz um volume melhor de movimento e de demanda nas panificadoras e consequentemente uma alta no faturamento”.
Em reportagem ao Jornal do Commercio, o proprietário da Panificadora e Restaurante Eliza Festas, Samuel Toledano, está em ritmo de festa. Ele garante que este ano, em relação ao ano passado, a tendência é aumentar as vendas. “As expectativas são boas para o Natal e o Réveillon, e, o aumento da demanda é certo, mesmo que algumas pessoas estejam melhorando o setor financeiro”, disse ele.
Segundo Samuel para este ano terá muita saída os pratos de Chester, Tender Pernil, o tradicional bacalhau, o filé, tudo para encomendas e para acompanhamento as sobremesas como tortas de morango, torta de sonho de valsa, rabanadas etc… especialmente para quem não tem tempo e/ou não gosta de cozinhar. “Estamos preparando também uma ceia completa para atender a nossa clientela e podem ficar à vontade para consumir no restaurante ou levar para casa, ainda, estamos organizando vários kits que envolvem diversos itens de ceia, ou itens individuais. Assim, para acompanhamento, teremos arroz natalino, kirchner, lasanha, e diversas sobremesas de sonho de valsa, e maracujá, dentre outras”, disse Toledano. No Eliza, o custo dos pratos será de acordo com a demanda, mas serão acessíveis ao público em geral.
Origem da Ceia de Natal
A Ceia de Natal originou-se do antigo costume europeu de deixar as portas das casas abertas no dia de Natal para receber viajantes e peregrinos e, junto com as famílias hospedeiras, confraternizavam aquela data significativa para os cristãos.
Essa tradição foi se espalhando pelo mundo, e cada região foi acrescentando uma particularidade local, como, por exemplo, a adição do peru na ceia norte-americana, peculiaridade que logo passou a fazer parte dos costumes.
Recentemente, no Brasil, o pernil e o frango passaram a estar muito mais presentes nas Ceias de Natal, passando a substituir o peru.
Em Portugal, esta ceia recebe o nome de consoada, sendo celebrada na noite do dia 24 de dezembro, na véspera de Natal. Esta tradição leva as famílias a reunirem-se à volta da mesa de jantar, comendo uma refeição reforçada.






