Entre janeiro e outubro, o excedente chega a US$ 212,4 bilhões, o que representa uma alta de 59% em relação ao mesmo período em 2006. O recorde põe mais lenha na fogueira da crescente pressão dos Estados Unidos e da União Européia para pôr freio à fragilidade da moeda chinesa, o yuan.
O anúncio ocorre a poucas semanas da visita à China de uma delegação americana e uma européia, assim como do presidente francês Nicolas Sarkozy, para pressionar em favor de uma valorização do yuan. “O superávit comercial recorde aumentará definitivamente a pressão americana para subir o valor do yuan’’, disse Shi Lei, um analista da consultora TX Consulting, com sede em Pequim. As exportações chinesas em outubro subiram 22,3%, chegando aos US$ 107,7 bilhões em relação ao mesmo mês do ano passado e empurrando o valor do superávit mensal pouco mais além do recorde registrado em junho.
Já o superávit acumulado dos primeiros dez meses cresceu 59% em relação ao mesmo período de 2006, e que já supera o recorde do ano passado de US$ 177,5 bilhões.
Sarkozy, esperado para sua primeira visita oficial à China de 25 a 27 de novembro, disse na semana passada que pressionaria Pequim sobre sua moeda “desvalorizada’’.
O ICBC (Banco Industrial e Comercial da China, na sigla em inglês), maior fornecedor de empréstimos do país, estima que as autoridades bancárias nacionais aumentarão o depósito compulsório, hoje em 13,5%, para um índice próximo de 15% em 2008, informou hoje a agência estatal “Xinhua’’.
O prognóstico foi feito pelo Instituto de Finanças Urbanas do ICBC e divulgado dois dias depois de o Banco do Povo da China (banco central chinês) anunciar a nona alta anual do coeficiente, que indica o dinheiro que as entidades financeiras vão reter como reservas líquidas. Os bancos comerciais na China devem conceder em empréstimos neste ano um total de 3,8 trilhões de yuans (US$ 512 bilhões), contra 3,18 trilhões de yuans (US$ 429 bilhões) em 2006, segundo a agência.
O Centro de Informação Estatal, vinculado à CNRD (Comissão Nacional de Refor-ma e Desenvolvimento), informou que o crescimento econômico da China no quarto trimestre do ano será de 11,2%, chegando a 11,4% no conjunto do ano -marcando, assim, o quinto ano consecutivo em que o PIB (Produto Interno Bruto) do país crescerá acima de 10%.







