O Caged/MTE (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego) apontou que em fevereiro de 2008 foram gerados 205 mil novos postos formais. Esta geração líquida (admissões menos desligamentos) foi maior do que projetava a LCA (175,6 mil) e do que se registrou em fevereiro de 2007 (148 mil).
Feito o ajuste sazonal, segundo metodologia desenvolvida pela consultoria LCA, o resultado de fevereiro representou acréscimo de 0,56% no estoque de mão-de-obra formal sobre janeiro. Como em janeiro, na comparação com dezembro de 2007, essa taxa havia ficado em 0,53%, observou-se em fevereiro uma estabilidade no ritmo de evolução mensal (com ajuste sazonal) do estoque de trabalhadores com carteira assinada.
Segundo a PME/IBGE (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE, que abarca o conjunto das seis principais regiões metropolitanas do país, em dezembro a taxa de desocupação elevou-se para 8,7% (ante 8,0% em janeiro). Esta elevação já era esperada sazonalmente e foi muito próxima à esperada pela LCA (8,6%), configurando a taxa de desocupação mais baixa para meses de fevereiro da série da PME/IBGE sob a atual metodologia (iniciada em março de 2002).
Taxa
ocupacional
A queda significativa da taxa de desocupação em fevereiro –de mais de um ponto percentual comparativamente a fevereiro de 2007 (quando ela se situou em 9,8%)– resultou do fato de que a PEA (População Economicamente Ativa) cresceu bem menos que o estoque de ocupados na comparação com o mesmo mês do ano passado, o que vem se repetindo desde junho.
A projeção da LCA para a taxa de desocupação em março de 2008 está em 9% (ante 10,1% em março de 2007). A ocupação expandiu-se 3,6% contra o mesmo mês de 2007, taxa igual àquela registrada em janeiro na mesma comparação interanual. Na margem –ou seja, contra o mês imediatamente anterior, e feito o ajuste sazonal pela LCA– a ocupação se manteve quase estável em fevereiro, com aumento de apenas 0,17% (ante 0,47% em janeiro, nesta mesma comparação).
Mais uma vez, o grande destaque da evolução do estoque total de ocupados foi o emprego com carteira: em fevereiro o estoque de mão-de-obra formal nas seis principais regiões metropolitanas chegou a nível 7,7% superior ao do mesmo mês do ano passado –completando-se sete meses consecutivos em que esta taxa situa-se acima de 6%.
Renda do trabalhador sofre variação
Com relação aos rendimentos, de acordo com a PME/IBGE em janeiro o rendimento médio real efetivamente recebido nas metrópoles apontou variação interanual de 2,1%, em linha com nossas projeções em nível nacional – que apontam para uma elevação do rendimento médio real do trabalho, na média anual de 2008, de 2,5%. Além deste indicador do rendimento efetivo, que tem defasagem de um mês em relação à informação de ocupação, a PME/IBGE também divulga uma estimativa da evolução dos rendimentos contemporânea à da ocupação: o rendimento habitualmente recebido.
Quadro
estabilizado
Segundo esta estimativa, em fevereiro o rendimento médio real teria sido 2,5% mais alto do que no mesmo mês de 2007. Estes resultados recentes (da ocupação e do rendimento) confirmam a tendência de estabilização sugerida pela média móvel trimestral da massa real de rendimentos habitualmente recebidos (já dessazonalizada): depois de demonstrar aceleração nos últimos quatro meses de 2007, manteve-se estável em janeiro e novamente em fevereiro.
Construção está em alta
A surpresa positiva dos dados do Caged veio do crescimento mais robusto que o esperado do emprego formal nos setores de construção civil e agropecuária. A construção civil mais uma vez apontou uma geração líquida bastante acima do padrão sazonal, com 27,6 mil novos postos com carteira assinada: no mês homólogo de 2007 ela havia gerado 5,5 mil novos postos. Feito o ajuste sazonal, o resultado de fevereiro representou uma expansão de 1,62% no estoque de mão-de-obra na construção civil ante o registrado em janeiro – e elevou a sete o nú







