Países assinam novos acordos de C&T

Em: 3 de outubro de 2012
Durante reunião com representantes do Reino Unido, foi acertado novas parcerias de estudo sobre energia, petróleo e gás
Durante reunião com representantes do Reino Unido, foi acertado novas parcerias de estudo sobre energia, petróleo e gás

A presidente Dilma Rousseff e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, assinaram três novos acordos ligados à área de Ciência, Tecnologia e Inovação. Eles preveem a ampliação do número de alunos enviados ao Reino Unido pelo Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), a cooperação entre a empresa BG E&P e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), e o desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos científicos relacionados ao setor de petróleo e seus derivados.
“O tema central da parceria entre o Brasil e o Reino Unido é a CT&I, aspecto essencial para melhoria dos níveis de competitividade da economia brasileira e certamente da economia inglesa”, afirmou a presidente, durante cerimônia de assinatura realizada no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
Dilma reiterou o compromisso de intensificar a cooperação na área energética. “Isso significa que queremos explorar todas as oportunidades de desenvolvimento conjunto, seja na área de petróleo e gás, seja na área de energias renováveis”, disse. Ela destacou a intenção de aproveitar o conhecimento do Reino Unido em energia eólica.

Ciência sem Fronteiras

No âmbito do Ciência sem Fronteiras está prevista a ampliação do número de estudantes nas modalidades Doutorado Pleno e Doutorado-Sanduíche, nas áreas ligadas a ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
“Com o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico, nós temos certeza de que teremos um campo muito importante de cooperação. Isso está relacionado com uma política de efetiva capacitação profissional e de conhecimento, e por isso eu agradeci ao primeiro-ministro Cameron pela disposição do governo britânico em acolher, até 2014, 10 mil bolsistas brasileiros nos níveis de graduação e pós-graduação”, comentou Dilma.
O documento inclui a participação dos alunos em cursos preparatórios de proficiência durante três a seis meses, antes do ingresso nas universidades britânicas, se houver necessidade. Também define o repasse de verba do Reino Unido, no valor de £ 5.000 por ano, para custeio de pesquisa de cada estudante. Foi estabelecida ainda uma comissão de revisão anual, para monitoramento do progresso dos participantes no programa.
Alinhado ao Ciência sem Fronteiras, o acordo de cooperação entre BG E&P e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem como objeto estabelecer responsabilidades e regular os procedimentos relacionados à cooperação para o desenvolvimento de projetos e atividades acadêmicas no campo da pesquisa científica e tecnológica.

Bacia do Parnaíba será alvo de pesquisas

Pelo compromisso, a empresa britânica concederá recursos complementares às bolsas de estudo a serem oferecidas pelo CNPq a estudantes de doutorado (pleno e sanduíche) e pesquisadores de pós-doutorado, de acordo com as diretrizes do programa brasileiro.
O acordo contempla ainda o copatrocínio da BG E&P a bolsas de estudo, que serão oferecidas pelo CNPq, a estudantes e pesquisadores para projetos de pesquisa e desenvolvimento que envolvam a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade de Aberdeen (UoA). As modalidades previstas na iniciativa são Doutorado Pleno, Doutorado Sanduíche e Pós-Doutorado.

Petróleo e gás

O terceiro acordo prevê o desenvolvimento de estudos, pesquisas e projetos científicos relacionados ao setor de petróleo e seus derivados e gás natural. O objetivo é estabelecer um convênio entre a empresa BP Energy do Brasil e Universidade de Brasília (UnB), para negociar atividades e projetos a serem executados na bacia do Parnaíba, no Nordeste do Brasil. Em seu comunicado, a presidenta Dilma anunciou também os temas que serão incluídos na parceria bilateral. “Concordamos em expandir a cooperação em setores como biotecnologia, biofármacos, nanotecnologia, tecnologia da informação e comunicação, tecnologias limpas e tecnologia da defesa”, listou. Ela mencionou que o Brasil pretende avançar na área de divulgação e educação para ciência, com a instalação do Museu da Ciência, nos moldes do existente em Londres.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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