Os países-membros da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) preveem implementar a moeda comum chamada “Sucre” (Sistema Único de Compensação Regional) para suas operações de comércio exterior a partir do ano de 2010, disse na terça-feira o vice-ministro de Comércio Interno e Exportações boliviano, Huáscar Ajata.
Em entrevista coletiva, Huáscar Ajata afirmou que o tema fundamental do conselho de ministros da área econômica da Aliança Bolivariana para as Américas na próximasexta-feira em Cochabamba, na Bolívia, será a aprovação do tratado constitutivo do Sucre (Sistema Único de Compensação Regional).
Constituição do pagamento
Segundo o ministro boliviano, os presidentes dos países-membros ratificarão a constituição deste meio de pagamento internacional durante a cúpula para depois entrar em um processo de adequação “que vai ser muito breve”, pois “as primeiras operações em sucres” começam a acontecer já em 2010.
Ajata explicou que o Sucre é “uma tentativa” das nações da Alba de utilizar um meio de pagamento próprio para exportações e importações, à margem do dólar ou do euro.
“Isto significa ganhar em soberania econômica, ganhar em soberania na política monetária entre nossos países”, opinou o ministro.
De acordo com Ajata, o objetivo final é que o Sucre seja uma moeda comum nos países da Alba e não somente um meio de pagamento para as operações de comércio exterior, como ocorreu no passdo com o euro na UE (União Europeia).
A conferência sobre este sistema de pagamento estará a cargo do Equador.
Fundamentos em discussão
Os ministros da área econômica da Alba também debaterão os fundamentos do TCP (Tratado de Comércio dos Povos), um acordo comercial, político e social proposto em contraposição aos TLC (Tratados de Livre-Comércio) criticados pelos governantes membros da aliança.
A Aliança Bolivariana para as Américas está constituída por Equador, Venezuela, Cuba, Bolívia, Antígua e Barbuda, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, Honduras e Dominica.
Confirmaram presença na reunião da próxima sexta-feira, por enquanto, os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; do Equador, Rafael Correa; da Nicarágua, Daniel Ortega; e do Paraguai, Fernando Lugo, na qualidade de presidente convidado.
Também estarão presentes delegações de São Vicente e Granadinas, Antígua e Barbuda e Dominica, além de Uruguai, República Dominicana, Rússia e Haiti, que junto com o Paraguai são os países convidados para o encontro na qualidade de observadores.






