PanAmazônia homenageia governador pelas ações do Estado no enfrentamento da vazante

Em: 31 de janeiro de 2025
O evento foi realizado na sede da entidade, situada no edifício Cristal Tower, avenida Umberto Calderaro, bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

Os esforços do governo do Amazonas no enfrentamento da estiagem levaram a Associação PanAmazônia a realizar, na noite da terça-feira (28), uma homenagem ao governador Wilson Lima (União Brasil). Na oportunidade, o chefe do executivo amazonense recebeu uma placa personalizada, das mãos do fundador e diretor executivo da entidade, Belisário Arce, e do empresário e presidente da Fogás, Jaime Benchimol. O evento foi realizado na sede da entidade, situada no edifício Cristal Tower, avenida Umberto Calderaro, bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus.

Os trabalhos do governo estadual para mitigar os efeitos da vazante de 2024 começaram já em 27 de janeiro do no passado. Diante da decorrência de eventos climáticos e ambientais frequentes, o Executivo baixou um decreto que tornou permanente o Comitê de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais no Amazonas. O grupo de trabalho fortaleceu medidas para recuperação de desastres, além de estabelecer o monitoramento da cheia e da vazante como ferramenta contínua do Governo do Estado.

Balanço de ações apresentado no fim do ano passado informa que o Executivo atendeu 200 mil famílias (800 mil pessoas) em todo o Estado, com a doação de 3.000 toneladas de alimentos; instalação de 41 purificadores de água; doação de 4.150 caixas de água às comunidades; e distribuição de 200 toneladas de medicamentos e insumos (com apoio das Forças Armadas e prefeituras). O governo também combateu 22 mil incêndios (com bombeiros, brigadistas do KFW e do programa PrevFogo); aplicou R$ 211 milhões em multas para criminosos ambientais; embargou 24 mil hectares que estavam sofrendo desmatamento; e emitiu 405 autos de infrações (por meio do Ipaam).

A iniciativa privada também foi foco de agradecimentos do governador, principalmente a disposição das empresas Superterminais e Chibatão em montar portos provisórios em Itacoatiara, no Tabocal, para o transbordo de mercadorias. O empenho do governo federal na operação de logística, com a contratação de equipamentos e o trabalho de dragagem também foi mencionado. Embora não tenham evitado os aumentos de custos, as soluções logísticas, associadas às estratégias das empresas, ajudaram o comércio a receber suas mercadorias e ajudaram a indústria a continuar a receber insumos e despachar seus produtos.

 

“Trabalho conjunto”

Durante a abertura da cerimônia, o Belisário Arce contou que a ideia da homenagem surgiu em novembro do ano passado, quando a Associação PanAmazônia fez um evento para contar aos empresários o que foi feito, tanto pelo governo do Estado, quanto pela iniciativa privada, para mitigar os efeitos da vazante. Acompanhado pela reportagem do Jornal do Commercio, o evento mencionado contou com a presença do titular da Sedecti, Serafim Corrêa, e do diretor do grupo Chibatão, Jhony Fidelis, como palestrantes.  

“Foram dois anos seguidos de vazante intensa. No primeiro, em que não houve essa articulação, a indústria, o comércio e a sociedade em geral sofreram bastante. No ano passado, graças ao trabalho conjunto dos setores público e privado, especialmente por sua liderança, foi muito mais tranquilo. As empresas sofreram menos, e a economia também. Por isso, gostaríamos de fazer essa singela homenagem, que eu considero extremamente merecida”, ressaltou o diretor executivo.

Jaime Benchimol leu o texto impresso na placa, antes de entrega-la ao governador. “Homenagem e reconhecimento da Associação PanAmazônia ao governador Wilson Lima, cuja liderança foi essencial para superar os desafios da severa vazante dos rios em 2024. Sua gestão eficaz em parceria com a iniciativa privada foi crucial para mitigar os impactos em munição e social da seca, refletindo seu compromisso com a promoção do bem-estar da população e da vitalidade da economia do Estado. Parabéns”, disse o empresario

 

“Muitos aprendizados”

O governador do Amazonas, Wilson Lima, agradeceu à PanAmazônia e a todos os seus associados pela lembrança, e se disse “muito lisonjeado e envaidecido” pela deferência. E acrescentou que o ato também aumenta sua responsabilidade de “continuar fazendo entregas importantes para o setor econômico”. No entendimento de Wilson Lima, 2023 deixou “muitos aprendizados”, mas foi “um ano bem difícil”, em que o amazonense viveu o que nunca havia vivido. 

Wilson Lima informou que, só de “frustração de receita”, o Estado teve um prejuízo de aproximadamente R$ 800 milhões, que teve de ser diluído nos anos seguintes. “Em 2024, antecipamos a essa questão. A iniciativa privada teve um papel fundamental nesse processo. Foi uma força-tarefa para fazer a liberação das licenças ambientais, porque não depende apenas do governo do Estado, mas também de outras instituições. Havia  uma certa resistência, mas a gente conseguiu superar esses entraves e fazer com que os portos estivessem lá. E que bom que as empresas decidiram deixar lá os portos por mais tempo, até para a gente entender o comportamento desse ano do processo de descida dos rios”, mencionou.

Segundo o governador, a previsão é que este ano será de “enchente leve para moderada” e de “vazante não tão extrema como a de 2024, que foi a maior de todos os tempos”. Mas, frisou que o Executivo estadual continua atento. “Percebemos que esses eventos estão cada vez mais próximos um do outro. A gente precisa montar infraestrutura e encontrar alternativas para que a atividade econômica sobretudo não pare. O mundo olha para cá, e fala em desenvolvimento sustentável. Mas, se não tiver atividade econômica, não tem como fazer política ambiental e políticas públicas de educação, saúde, segurança pública e por aí vai”, concluiu, enfatizando a necessidade do trabalho conjunto entre os setores público e privado.

Marco Dassori

É repórter do Jornal do Commercio
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