Para Dieese, 93% dos reajustes empatam ou superam inflação

Em: 14 de agosto de 2009
Cerca de 93% dos reajustes salariais negociados no primeiro semestre do ano empataram ou ficaram acima da inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, segundo dados do Dieese
Cerca de 93% dos reajustes salariais negociados no primeiro semestre do ano empataram ou ficaram acima da inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, segundo dados do Dieese

Cerca de 93% dos reajustes salariais negociados no primeiro semestre do ano empataram ou ficaram acima da inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE, segundo dados do Dieese. O estudo considera 245 categorias com data-base no primeiro semestre de 2009.
O resultado ficou acima do registrado em 2008, quando 87% ficaram iguais ou acima da inflação do período.
Neste ano, segundo o Dieese, 76,7% dos reajustes salariais analisados ficaram acima do INPC. No ano passado, a proporção foi menor: 72,2%.
Quanto aos reajustes iguais ao índice, houve aumento de 1 ponto percentual em 2009 -15,9% neste ano contra 14,7% em 2008.
Com isso, como ressalta o Dieese, houve queda na participação de reajustes insuficientes para recuperar o poder de compra dos salários em 2009.
A entidade destaca ainda que, no primeiro semestre deste ano, houve maior ocorrência de aumentos reais acima de 4% -1,6% contra 0,8% de 2008. No entanto, houve, também, uma acentuada concentração dos reajustes em patamares bastante próximos ao índice inflacionário.
Segundo o Dieese, houve mais negociações positivas no comércio, com 96,8% dos reajustes iguais ou acima da inflação. No setor de serviços, esse índice ficou em 93,1% e, na indústria, em 90,8%.
O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo fechou julho com queda de 0,16% na comparação com junho, nos dados sem ajuste sazonal, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado na quinta-feira. Com isso, o setor fechou 1.500 vagas no mês passado.
Esse é o terceiro mês consecutivo de retração do emprego, após elevações em março e abril. Em junho, a indústria contabilizou o encerramento de 8.000 vagas, o que representou recuo de 0,36% na comparação com maio.
Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, a baixa no emprego no mês passado foi de 0,32% -a décima queda consecutiva.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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